Na mesma estrada
Juntos na alegria de caminharmos para Deus

Cortar o mal pela raíz

Às vezes temos que admitir que alguma coisa precisa mudar seriamente na nossa vida. Não dá pra ficar enrolando… é o tal do “cortar o mal pela raiz”.

podar-bonsai

Para isso precisamos da “teimosa perseverança” de que falei em outro post.

Mas eu gostaria de falar brevemente aqui sobre um assunto talvez pouco compreendido: a penitência. Eu teria muito para falar sobre esse tema pois fiz minha dissertação de mestrado exatamente sobre ele. Mas não vou torrar o juízo de ninguém com delongas…

O que eu queria questionar é: o que você entende quando se fala de penitência? Bom, logo de início vou dizer que a palavra tem várias conotações, a que nos vem à tona em primeiro lugar talvez seja a velha “penitência” que o padre nos manda depois da confissão. É, está certo. Repito, não vou me perder nesse assunto, posso escrever uma infinidade de outros artigos sobre ele. Mas eu gostaria falar mesmo é que a penitência é um REMÉDIO para se combater o pecado. É uma ARMA na luta pela santidade e não uma punição.

Como remédio ele deve ser aplicado corretamente. O remédio certo para a doença certa. A vitamina adequada para a deficiência específica. Por exemplo: se o seu pecado é ficar horas e horas a fio na internet e não fazer o que você realmente deveria fazer (trabalhar, orar, estudar…), qual seria a penitência adequada?computador furado Jejuar de refrigerante por uma semana ou limitar radicalmente o seu tempo diante do computador? Se, por outro lado, seu problema é a gula, é a compulsão por chocolates ou outras guloseimas, qual é a melhor penitência? Bom, acho que você já entendeu.

Em se tratando da preguiça, da ira, da inveja… e de qualquer outro vício capital, você tem que combatê-lo com a virtude oposta. Quando você tem ira por uma pessoa, ou, na versão mais branda, tem ojeriza de ver, ouvir, até mesmo cruzar a calçada com uma certa pessoa, o que fazer? Para você é como se aquela pessoa emanasse um halo pútrido (que chique!) e você quer distância. Pois bem, quanto mais você falar mal daquela pessoa, evidenciar os seus defeitos, mais você a odiará. Se, para você, aquela pessoa “não lhe cheira bem” , você não vai com a sua cara, a solução é contra-atacar com o suave odor de Cristo, que você recebeu no batismo e que, muito provavelmente, aquela pessoa também recebeu mas você não percebe. A bondade de Jesus deve necessariamente prevalecer. Procure elogiar a pessoa, ver suas qualidades, olhar nem que seja para o jeito com que ela penteia o cabelo ou sua caligrafia. Isso é um antídoto para o mal da ira que se instalou no seu coração. Falar bem daquela pessoa é a penitência mais adequada e eficaz!

Em se tratando da preguiça de estudar, por exemplo, veja os posts homo sapiens sapiens (já notaram que eu dei para fazer propaganda do blog no blog?).

Por fim, tem coisas que não dá pra continuar. A gente tem que dar um basta e arrancar de vez da nossa vida… custe o que custar! Com a graça de Deus, TUDO é possível. ;)

14 Respostas to “Cortar o mal pela raíz”

  1. Muito legal teu blog. Sou teu fã.
    Mas por favor não coloca videos como este dos dentes não, por favor!
    Lembrei-me do meu pai que queria arrancar meu dente amarrando numa porta. Horrivel! Que gastura!

  2. Nossa, também gostei muito ^^
    Só não entendi o motivo do vídeo xD
    \o

  3. O vídeo… ora, não deu pra entender? “arrancar o mal pela raiz, doa o que doer…” ;)

  4. depois dessa explicaçao, ficou tudo muito + claro!
    já to indo mandar fazer a dentadura, antes de arrancar todos meus dentes!

  5. Muito bom. Engraçado … procurando por bonsai, encontrei penitência… Observando o bonsai entendi a penitência.

  6. hehehehe
    Realmente… quem diria, não é? ;)

  7. Pe Leo,”Bença?”,Deus é muito providente,estou passando justamente por esse problema com uma santa q Deus colocou no meu caminho pra mim santificar e não estou conseguindo,acabo caindo nessas tentações que o senhor falou, de falar mal, de apontar o defeitos e qto mais eu faço isso, mas percebo q cresce dentro de mim pavor a essa querida irmã,mas depois dessa q o senhor escreveu,vou colocar em pratica,reza por mim porfavor,pois só Deus pra mim fazer ama-la,vai ser uma grande violencia comigo mesmo,mas por Deus vou conseguir e ele vai me ajudar,já venci com Deus batalhas piores,mas a frente darei meu testumunho, ela vai ser minha melhor amiga,KKKKkkk,mas padre e esse video?só lembrei qdo os meus dentes estavam caindo,meus pais tinha uma historia de amarrar em algum lugar e depois querer q eu fizesse carreira, q terrivel,woh dor,mas é isso mesmo, arrancar o mal pela raiz custe o q custar,mais uma vez Pe Leo obrigado,Deus te abençoe

  8. Sou um Educador. Ministro aulas de Física no Rio de Janeiro. Sou pai de três filhos e vejo o “Problema” e uma possível “Solução” por um ângulo diferente. Estamos numa fase em que nem sempre é possível radicalizar. A sua primeira foto do artigo dá essa possível solução, mas ela não se refere ao arrancar “o mal” pela raiz. Trata-se de uma poda cuidadosa. A videira e outros seres viventes merecem cuidados.

    A segunda foto do artigo é uma agessão à uma tecnologia. Recomendo um livro chamado Tecknopli traduzido para o Português como “Tecnopolia: Quando a Cultura se rende à Tecnologia” do autor Neil Potsmann. Por essa referência me considero um “Ferramentista” e por essa tecnologia cibernética nos comunicamos neste passado-presente. Logo, não devemos destruir este veículo de informação, comunicação, análise, diversão, tec, ou melhor etc…. O computador não tem nada haver com o seu mal uso.

    Sobre a penitência não sei o que dizer. Olho para o crucifixo e não consigo ver ninguém caminhando para a auto-crucificação. O Cristo queria ser crucificado? A vida supera a morte na dívida de uma possível ressurreição. A esperança à vida é muito boa, mesmo nas piores horas do ser vivente. Vejo a penitência como um empedimento. Um remédio amargo demais para um “erro”. Um remédio que não demonstra sua eficiência. Sobre o seu efeito, não é local. Visto que é abrangente a muitos seres ao redor daquele que se auto puni.

    Nesta “Mesma Estrada” se todos juntos resolvessemos retirar todo “mal” pela raiz só restaria a estrada infinita para todos os lados, direções e sentidos. E no infinito não conseguiríamos fixar o nosso olhar ao bem mais comum: a vida.

    Sobre o batismo devemos lembrar que todos somos batizados do lado de fora desta “Nau Principal”. Há um significado oculto nestas palavras e graças a esse nos religamos ao passado-presente pelo TransHumano que vive através do Batismo de São João (Yahya).

    Observo, ainda, que o Yahya (o João Batista) era um nazarita e estes podiam estar nas classes baixas (podia ser um escravo). Faziam abstinência ao vinho e todos derivados da videira. Não cortavam o cabelo. Um nazarita podia ser um Homem ou uma Mulher.

    Na minha família é costume quando uma criança perde o dente de leite ensina-la a jogar no telhado e pedir pra São João trazer um dende “São”. Os nossos cabelos são mantidos intáctos até aos 10 anos. Na época da poda esta não é considerada como um “mal necessário”. Da mesma forma o cabelo não é cortado pela raiz.

    Um forte abraço em todos.

  9. Recomendo fortemente que vejam o filme “Heir” (Cabelo): Um filme baseado no musical de James Rado e Gerome Ragni com musicas de Galt MacDermot. Esta é uma produção da cultura hippie (counter-culture) e refere-se à revolução sexual ocorrida em 1960. Sou um dos frutos desta videira, pois o dia do meu aniversário é 22 de Maio de 1961. Dia de Santa Rita de Cássia (a Santa dos milágres impossíveis).

    Pasmem!!!

    E que Deus traga a Paz e o Bem!!!!

  10. Bom… com relação às fotos, foi somente pelo fato de não achar outras melhores e não ter tempo de procurar mais.
    Com relação à penitência, ninguém consegue nada sem esforço, sacrifício, concorda? Alguém passa numa prova sem estudar? Isso é uma penitência, um sacrifício, especialmente para quem é preguiçoso. Algum atleta ganha uma corrida sem se submeter a várias renúncias e uma férrea disciplina?
    Algumas coisas precisam mesmo ser radicalizadas pois nós temos a tendência de nos acomodarmos, mas isso não significa “destruir o computador” como a foto pode sugerir (era para ser só um símbolo!) mas destruir o mal que há dentro de nós, os vícios.
    Deus abençoe.

    • Pai me abençoe.

      Padre concordo com o senhor.

      Mas, por gostar de estudar, não consigo ver o estudo como um sacrifício. E não queria que outros tivessem esta imagem dos estudos. EStudar dá prazer. E ter prazer é bom.

      Agora entendi a sua colocação. Trata-se te uma atitude de disciplina e concentração em uma determinada tarefa com um objetivo. O Senhor está certo. Devemos nos empenhar para alcançar esse objetivo e transpor obstáculos para superar o óbice.

      Mas, mesmo na férrea disciplina vivo com a alegria e arranco ela dentro de mim para transparecer aos seres ao meu redor. Dentro de mim não há o vício. Não deixo ele entrar. O mal existe e ele pode estar dentro ou fora.

      A sua observação é muito certa “temos a tendência de nos acomodarmos”. Então como ser vigilantes deste mal ? Somente com uma atenta observação do mundo e de nossa atitude diante da vida.

      Sei que não sou um bom exemplo, mas procuro observar tudo e se vejo que algo esta muito comodo em uma rotina busco a mudança. Eu nem durmo todo dia do mesmo lado da cama pra não ficar viciado. E este é um dos motivos das brigas aqui em casa com a Dona Catarina. Ela fala: “Esse lado é meu.” Eu digo que estou juntando dinheiro pra comprar uma cama redonda daquelas que tem um motor e giram bem devagarinho só pra ver ela se apossar de algum lado antes de dormir e ver seu rosto pela manhã seguinte!!!!!

      Eu tenho o “Vocabulário ortográfico Brasileiro” do Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e acabei de riscar deste as palavras: penitência, penitenciação, penitencial, penitenciar, penitenciaria, penitenciária, penitenciário, penitencieiro e penitencieiro-mor.

      Sobre o caminho 180 por esse nunca andarei, pois se há mortificação, não há vida. Por mais virtude que possa existir na dor e se for esse o único caminho de santidade prefiro ir por outro sendeiro a procura da Luz. Sobre a frase: “Não há cristianismo sem cruz” esta deve ser substituida por: Não há cristianismo sem Luz.

      Em I Corintios 9,27, há a seguinte citação de Paulo:”Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. Nesta a mortificação tem utilidade, não só como penitência, mas para os próprios propósitos de purificação das faltas passadas como reparação.

      Se eu não sou apóstolo ou se Eu sou um apóstolo sem faltas para os outros e para mim mesmo porque propagar gratuitamente a penitência?

      Apostolo, vós sois o selo da minha fé nesta Santa Igreija Católica. Viva com a alegria. Viva todos os dias com intensa alegria, pois todos estaremos juntos de ti caminhando para Deus.


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