O valor do pequeno

Guaiuba 093


Pode ser que alguém pense que aqui eu vá falar de pérolas ou de pequenos diamantes… se você pensou nisso ao ler o título do post, eu quero dizer que você ACERTOU.

Como assim? Simples (como tudo que escrevo…): vou chamar de pérolas ou diamantes as coisas pequenas.

Parece-me (e pode ser só uma impressão) que nós andamos meio esquecidos daquilo que a grande (pequena) doutora da Igreja, Santa Terezinha do Menino Jesus, nos ensinou com maestria: as pequeninas coisas feitas por amor e com amor têm valor de eternidade!

Que pequenas coisas? Antes de falar disso, queria lembrar que muitos dos meus leitores querem ser santos. Ser santo é uma GRANDE coisa. A maior coisa, o maior sonho do homem. E, no afã de sermos santos, procuramos travar grandes e justas batalhas contra o pecado, contra a maldade que existe dentro de nós. A batalha para sermos castos, a batalha pela oração diárias e fiel, a batalha pela obediência e por aí vai… Isso é tudo é mais que justo! Mas cuidado, corremos o risco – e isso que eu vou falar é muito sério – corremos o risco de nos perdermos na busca pela castidade e não encontrarmos a CARIDADE!

Sei que o que eu estou dizendo pode parecer à primeira vista um absurdo. Realmente, se analisarmos a fundo é um pouco contraditório e aconselho você a ler o meu primeiro post, carta aos jovens.

Mas o que quero dizer é que, às vezes, nos fixamos nessa área específica, a sexualidade, e nos esquecemos que ela faz parte de um todo: a nossa vocação ao amor! É isso que deve crescer. Na medida em que aprendemos a amar de verdade vamos nos tornando castos, pois a castidade nada mais é que a expressão da beleza do amor verdadeiro.

Mas, voltando ao assunto (eu me perco com facilidade, vocês já perceberam?), Santa Teresinha nos ensinou que as pequenas coisas, os pequenos gestos feitos por amor a Deus e ao nosso irmão têm valor eterno. Disso talvez a gente se esqueça.

Têm valor de eternidade esperar que os outros saiam primeiro do elevador antes de querer entrar. É santidade esperar que os outros se sirvam primeiro e, discretamente, ficar para trás na fila da comida (igual como a gente faz nos retiros!). É caminho de verdadeira santidade fazer uma genuflexão amorosa diante de Jesus na Eucaristia, mesmo que não fiquemos lá no Santíssimo uma hora como gostaríamos (ou deveríamos). É via de santificação estudar bem para as provas e para aprender.

Sendo assim, eu garimpei na memória algumas pepitas, uns brilham como diamantes, mas podem valer infinitamente mais, o valor é o amor…

Jogar o papel no lixo, dar descarga no sanitário, colocar no lugar uma coisa caída no chão, aguar uma plantinha seca que ninguém olha mais, arrumar a gaveta, organizar a mesa de estudo e/ou trabalho, responder aquele e-mail que um amigo mandou perguntando algo ou pedindo uma ajuda, dar um cartão de feliz aniversário a um amigo, olhar nos olhos do mendigo que estende a mão para nos pedir algo, sorrir para as crianças que limpam os para-brisas dos carros (mas na verdade você deveria mesmo era chorar!!!), elogiar a comida à pessoa que a fez, pedir com licença, dizer obrigado, falar por favor, lavar aquele tênis sujo há meses, ligar para uma amigo que não falamos já há algum tempo, olhar para o céu e agradecer pelo brilho da lua e das estrelas… vamos lá, quantas coisas mais você pode acrescentar nessa lista? Quem sabe com a vida menos tensa e mais agradecida a vivência da castidade não se torne mais fácil… 😉

P.S.: O que tem a ver o pintinho? Bom, não encontrei outra coisa melhor. Fui eu quem tirei a foto. Gostaram? Se tiverem outra sugestão eu coloco. Todas as fotos que estão nesse blog foram tiradas por mim (claro que não tirei a foto do esquilo da Era do Gelo e nem do Papa abraçando as crianças…)

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9 pensamentos sobre “O valor do pequeno

  1. Pe. Leonardo, esse artigo é muito profundo, sobretudo porque nos recorda que a nossa essência é o amor, visto que fomos criados e devemos ser sempre a imagem e semelhança do Amor.
    De fato, a castidade deve ser vivida nas pequenas coisas, aliás, em todas as coisas que vivemos e fazemos. Isso é viver o amor e viver no Amor.

    Parabéns pelo artigo. Ele nos leva a analisar a nossa consciência, que é o Sacrário de Deus (Sto. Agostinho).

  2. Pe. Leo, de fato o que o senhor nos fala nesse testo é algo que deveriamos ter sempre em mente para estarmos mais proximo da santidade.

    Gostei do artigo e acabei de virar frequentador do seu blog =D

  3. Pe. Léo isso tudo foi incrivel, isso deve ajudar bem as pessoas a terem mais conciência nééh…mais foi muito profundo e eu gosteei muito.

    Obrigado Pe léo ;D

  4. Nossa, quanta simplicidade.. quanto amor nas palavras 😀
    Ameei o artigo, o senhor falou de forma mais concreta que poderia.. Vou procurar praticar dessa pequenez no meu dia-dia 🙂
    Shalom!

  5. Olá Padre! Que riqueza este artigoo eh para nós heein….
    Obg por nos ajudar sempre a darmos passos rumo a santidade…
    A partir de hj tu ganhas mais uma leitora assídua!

    Abraços…
    Shalom!
    PS.: Qto a foto do pintinho… ficou legauzinha.. hahhhahaaha

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