Não endurecer o coração

Jesus, nesse primeiro domingo do Advento, nos faz uma grave advertência:

“Tomai cuidado para que os vossos corações não fiquem insensíveis” (Lc 21,34). Insensível é aquele ou aquilo que não sente. Gostamos muito de usar expressões como “Deus tocou no meu coração” ou “eu sinto no coração”. Isso é uma maneira de falar o modo como nós ouvimos a Deus. Mas, como adverte Nosso Senhor, o nosso coração pode ficar insensível, nesse caso, surdo à voz de Deus, ou sem sensibilidade para perceber a sua presença. Distraído com certas coisas que ofuscam os nossos olhos, que obstruem os nossos ouvidos para as coisas de Deus.

A linguagem de Deus é o amor! Essa foi a primeira profecia que uma pessoa que eu conheço ouviu na vida, quando ainda era jovem. Quando nos afastamos do amor, nos afastamos de Deus e, consequentemente, podemos ficar insensíveis à sua presença amorosa.

Ouvi dizer que os neurocirurgiões são proibidos de fazer trabalhos pesados com as mãos para não perderem a sensibilidade, tão necessária para o trabalho delicado que fazem. Para os que lidam com as coisas do espírito, principalmente para os que se dedicam no serviço do Senhor, a falta de castidade, por exemplo, pode torná-los insensíveis à voz de Deus.

O nosso  coração pode se endurecer pela repetição contínua de pecados sem o devido arrependimento e sem a luta para mudar. Uma vez, quando eu falava da misericórdia infinita de Deus para uma pessoa que confessava, ela me questionou: “mas padre, eu posso ficar sem-vergonha desse jeito”. É, isso é verdade, você pode perder a sensibilidade se você “peca para confessar depois porque Deus perdoa sempre”. O risco está em chegar a endurecer o coração ao ponto de não querer mais confessar!

O nosso coração pode endurecer também pela falta de oração. Quanto menos se reza, menos se tem vontade. Quem busca orar com fidelidade sabe o quanto é difícil retomar a oração após alguns dias de “pausa”. Depois de uma semana sem rezar você parece que simplesmente não consegue mais, “desaprendeu”. Imagine após um mês ou até anos! Santa Teresa d’Ávila diz que “contra o mal de deixar a oração só existe um remédio: recomeçar tudo de novo”.

Mas a dureza do nosso coração, a insensibilidade, pode se manifestar também na falta de amor, caridade, para com o nosso irmão. O egoísmo é um veneno que tem a capacidade de cegar absolutamente a alma. Pensar só em si mesmo a ponto de ignorar que o outro está sofrendo, precisando de ajuda, de amor. O egoísta e orgulhoso é uma pessoa extremamente triste pois, por buscar sempre ser amado, não consegue amar os outros a não ser como tentativa de ser amado, de ser o centro. Mas quem só busca ser amado e não ama, nunca é feliz pois nunca é amado, nunca acha suficiente o amor que lhe prestam e, por não semear o amor em torno a si, nunca colhe o amor do coração dos irmãos.

A gula, a embriaguez e as preocupações da vida, de que fala Jesus no evangelho, não estão presentes nisso tudo? Gula como desejo de satisfazer-se a qualquer custo e sempre, embriaguez como busca desenfreada do prazer e preocupações da vida como atenção àquilo que passa em detrimento dos valores eternos. Quantas vezes não deixamos a oração por coisas que realmente não têm importância!

Meus irmãos, o mundo vive uma terrível insensibilidade! O mundo parece anestesiado com relação a Deus. Que nesse Advento, onde nos preparamos em primeiro lugar para a segunda vinda de Jesus, o nosso sacrifício seja buscar despertar nos homens a consciência da presença amorosa de Deus e cuidarmos para que o nosso próprio coração não fique insensível.

Feliz Advento!

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Crise familiar e educativa, aliada da pedofilia

Denúncia do presidente de uma associação italiana

Por Mirko Testa

SIRACUSA, terça-feira, 24 de novembro de 2009 (ZENIT.org).

O lobby pedófilo aparece cada vez mais nas trilhas das famílias em crise e encontra terreno fértil em uma “mentalidade progressista” que considera normal a atração por crianças.

É o sinal de alarme lançado por Fortunato Di Noto, presidente de “Onlus”, uma associação pioneira na luta contra a pedofilia, que trabalha na tutela de menores e tem sua sede em Avola (Itália).

“O mais perigoso é a existência de um profundo substrato, muito consolidado em todo mundo” – explica o sacerdote em uma entrevista a ZENIT. “A pedofilia não está ligada unicamente ao corrupto de turno, mas tem quase se convertido em um fenômeno cultural que ganha cada vez mais terreno.”

O que emerge, acrescenta o sacerdote siciliano, é frequentemente o rosto de “uma sociedade que nos quer fazer ver a criança não como tal, quer dizer, como uma pessoa que está desenvolvendo sua personalidade, mas como um adulto, com desejos e exigências sexuais que devem ser satisfeitas”.

Di Noto fala da existência de uma verdadeira “cúpula pedocriminosa”, como faturamento de mais de 13 bilhões de euros, que usa redes sociais como Facebook para fazer propaganda de seu próprio “credo” e comercializar o material “pedopornográfico”.

Um “mercado implantado sobre a inocência” que se estendeu também às publicações, aos jogos e aos artigos de bijuteria, afirma o sacerdote, obrigado às vezes a ser escoltado por agentes da polícia pelas reiteradas ameaças de morte que recebe.

Os dados lhe dão razão: de janeiro a outubro de 2009, a associação Onlus registou 1.410 denúncias de delitos – frente às 340 do ano passado –, no distrito de Catânia.

Estes registros são fruto do trabalho desenvolvido pela plataforma “Sicilia Oriental”, de Catania, com um total de 10.000 recomendações de portais, sites e comunidades de redes sociais pedófilas e pornográficas.

Um drama que implica cerca de 200.000 menores por ano, vítimas da pornografia e da exploração sexual.

A esta praga se acrescentou recentemente o novo filão da infantofilia, descoberto e denunciado pela primeira vez por Onlus em 2002, que envolve crianças de idade muito pequena, desde os poucos dias aos dois anos.

Segundo o informe apresentado por Onlus a 16 de setembro passado no Conselho de direitos humanos da ONU, são mais de 750.000 os “depredadores” sexuais à caça de crianças conectadas à internet de modo continuado.

“Onlus – afirma Di Noto –, nos últimos sete anos de atividade social e tutela da infância, denunciou oficialmente à Polícia Postal Italiana e às polícias de diversos países do mundo 53.290 sites pedófilo-pornográficos.”

À raiz dessas denúncias, abriram-se investigações que levaram a milhares de suspeitos, sendo muitos deles presos.

A nova fronteira, no entanto, parece ter-se convertido nos filmes pedopornográficos em que os que atuam são menores, guiados pelo “set” dos adultos que, deste modo, conseguem escapar da justiça, dada a não imputabilidade, pela idade, das crianças que mantêm relações sexuais entre elas.

Por esta razão, no dia 22 de setembro, em Roma, durante uma sessão na Comissão Bicameral para a Infância, presidida por Alessandra Mussolini, Di Noto pediu a adoção de uma proposta de lei.

Essa proposta – formulada pela associação Onlus e apoiada com entusiasmo por 160 deputados de diversos partidos – buscaria combater os que, “servindo-se de qualquer meio, inclusive o televisivo, legitimam publicamente, difundem opiniões para legitimar estes atos, instigam ou fazem apologia”.

O problema – explica o sacerdote – é que no conjunto de leis que deve ser aprovado não se incluiu a luta contra a pedofilia “pseudocultural”.

Na raiz da proliferação desta praga social, o sacerdote identifica “uma profunda emergência educativa e uma crise substancial que afeta a família”.

“No momento em que a família está em crise educativa, econômica, de relações e com pais ausentes, isso faz aparecer um vazio que os pedófilos vão preencher.”

A associação Onlus conta com uma “família” – como o sacerdote gosta de definir – de cerca de 300 voluntários, nove centros operativos na Sicília, alguns dos quais requeridos expressamente por bispos locais como parte de seu plano de ação pastoral.

A entidade formou ainda uma “rede de comunhão” com projetos na Romênia, Brasil e Paraguai, onde se proporcionam documentos às crianças de rua e apoio concreto através de advogados, médicos, psicólogos, educadores e outros profissionais.

No que se refere à aproximação da Igreja ao problema da pedofilia, Di Noto destaca que “a Igreja é mãe e acolhe todos os pecadores (que queiram ou desejem se converter) e os que sofrem abusos”.

“O perdão também é para os pedófilos, mas devem realizar atos de séria e autêntica conversão”, acrescenta.

“Conheci tantas crianças com as vidas destruídas”, afirma. Confessa que também já acolheu sacerdotes que pediram ajuda. “Eu sempre lhes peço que quem realizou estes atos que não permaneça vivendo plenamente o ministério; Jesus Cristo não permitiria, estou mais que convencido”.

“A violência, os abusos cometidos por um pastor são graves – explica –, são a manifestação elaborada e consciente do mal, e não de uma ocasião, porque nunca há ocasião para violar a inocência.”

No entanto, precisa, “não podemos atuar apenas perante a emergência, só quando ocorre um desastre; a missão da Igreja é anunciar o Amor de Deus a todos, e levar-lhes a obra de salvação e esperança”.

“Os bispos, pastores e pais de crianças de quem foi roubada a dignidade e inocência devem assumir um compromisso: designar em todas as dioceses do mundo, começando pelas da Itália, o vigário episcopal das crianças: um sinal do amor de Jesus Cristo através do bispo e dos pastores.”

Além disso, o sacerdote pede promover a presença de todas as dioceses no portal de sua associação. “Nós –concluiu– estamos sempre a serviço das crianças, as prediletas do Senhor, os filhos prediletos da Igreja. Sempre”.

[Notícia publicada pelo jornal eletrônico ZENIT – os grifos são meus]

Só para lembrar…

Que grande alegria!


Somos felizes! Temos o dom da fé. Somos imensamente felizes, somos católicos. Temos uma Igreja Santa, embora feita de homens pecadores, mas que tem a garantia dada pelo próprio Fundador, o Filho de Deus, que jamais será subjugada pelas “portas do inferno”.

Somos felizes, pois temos um Papa, um pastor, sinal de Cristo na Terra, sinal de nossa unidade. Somos um só povo, um só rebanho, uma só Igreja; feita de tantos povos e culturas, de todas as idades e classes sociais, de todas as línguas e dialetos.

Somos felizes pois temos a Palavra de Deus escrita, temos os sacramentos, sinais eficazes da graça da salvação deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo. Temos o testemunho inequívoco de uma nuvem inumerável de santos que viveram (e que vivem) sobre esta terra, tão massacrada pelo pecado, mas que venceram pela fé e pelo amor.

Somos felizes pois temos a segurança de pertencermos ao Corpo Místico de Cristo, sermos filhos do Pai e herdeiros do Céu por graça e misericórdia. Somos felizes pois temos a certeza do perdão misericordioso e paciente com nossas fraquezas pois Aquele que não poupou o seu próprio Filho por amor a nós, enquanto ainda éramos distantes do seu amor, como agora não nos dará por ele a sua misericórdia? Somos imensamente felizes pois temos uma Mãe que intercede por nós junto ao seu filho e temos irmãos que, junto de Deus, nos aguardam para a felicidade plena e definitiva.

Somos felizes pois, diante das inconstâncias desse mundo, da mutabilidade das coisas, da perda dos valores éticos e morais, da falta de referência, temos uma Igreja que não trai o Evangelho com o passar dos séculos, não muda e jamais mudará naquilo que é essencial. Que defende a vida desde a sua concepção até o seu fim natural, que defende a família, a maravilhosa liberdade da castidade, o amor e o perdão, a paz e a reconciliação. Que não segue a moda e as tendências do momento para agradar pessoas ou grupos, mas que segue adiante a fidelidade a Jesus, o Senhor. Isso nos dá segurança, confiança.


Sim, ser católico é uma grande felicidade, um grande dom, uma imensa graça. Somos orgulhosos de sermos Católicos, de pertencermos a Igreja fundada por Jesus Cristo, o Filho de Deus, sobre a rocha escolhida do Apóstolo Pedro e todos os seus sucessores pelos séculos, numa corrente ininterrupta de unidade.

Meus irmãos, sei que para a maioria dos leitores desse blog, isso é óbvio. Mas diante dos constantes e sempre crescentes ataques à nossa fé, vale a pena lembramo-nos que SOMOS FELIZES POR SERMOS CRISTÃOS CATÓLICOS.

Ninguém poderá nos roubar essa felicidade!


CAZUZA

Recebi esse texto e achei muito interessante:

 

Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto:

‘Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora… As pessoas estão cultivando ídolos errados.

Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?

Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele é, no mínimo, inadmissível.

Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.

No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.

São esses pais que devemos ter como exemplo?

Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora…

Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.

Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.

Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente, por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.

Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?

Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?

Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor .

Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar… Não se preocupem em ser ‘amigo’ de seus filhos.

Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.’

Karla Christine

Psicóloga Clínica