Cristo no carnaval e no tribunal

Pessoal, não deixem de ler pois é realmente muito interessante!

Na pornografia pode, no tribunal não…

Por: Dr. Rafael Vitola Brodbeck

Delegado de Polícia

Vários órgãos públicos brasileiros se defrontam, hodiernamente, com o tema dos crucifixos em suas paredes. Impregnados de um pernicioso princípio laicista, que quer não a tolerância aos vários cultos, mas, na prática, a instauração da não-religião e a oficialização do ateísmo, alguns deles inclusive já proibiram que ele, o Cristo Crucificado, morto pelos pecados dos homens, esteja em seus prédios. Invocam, muito forçosamente interpretada, a separação entre Igreja e Estado no Brasil.

Interessante é o caso, todavia, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No início do ano passado, o Desembargador Luiz Sveiter tomou posse como presidente do referido colegiado e, como uma de suas primeiras ações, mandou retirar os crucifixos da corte. Aquele que é o Supremo Juiz, Criador do Céu e da Terra, não seria mais o grande inspirador das decisões dos homens. Ora, impedir que os crucifixos estejam no tribunal – e em qualquer órgão público do país – é ignorar a história e a cultura de nossa pátria. É desrespeitar a religião da esmagadora maioria do povo brasileiro, e jogar no lixo a riqueza da simbologia em troca da excessiva e fria austeridade de matriz notadamente puritana – vejam “A Festa de Babette” e façam a analogia…

Um ano depois – na verdade, faltaram dois dias para fechar um ano completinho –, o mesmo tribunal, pelo Órgão Especial, tomou decisão diametralmente oposta quando se tratava de usar os mesmos símbolos religiosos pelas escolas de samba do Rio de Janeiro. Na verdade, a Câmara de Vereadores da Cidade Maravilhosa, mediante a Lei Municipal 4.483/07, proibiu o uso de alguns símbolos religiosos, entre os quais o crucifixo, pelas agremiações carnavalescas, sob pena de perder a subvenção paga pela Prefeitura. O sentido da norma em tela é impedir a profanação das imagens, o uso irreverente, misturando Cristo e Nossa Senhora com mulatas seminuas e letras de moral duvidosa. O que fez o tribunal? Considerou a lei inconstitucional, o que significa dizer que as escolas de samba podem, à vontade, colocar seios, nádegas e “perseguidas” lado a lado com Jesus Cristo, a Virgem Maria e São Longuinho.

E por que isso? Porque na cabeça desse povo, os santos, as imagens, o crucifixo, são meramente a representação de nossa cultura, a expressão de nossa identidade pátria e, portanto, podem ser usados. É por tal argumento que a atriz Carol Castro fotografou nua, na Playboy, usando um terço e não achou nada de errado… É por isso que uma “rainha de bateria” disse no Caldeirão do Huck que levava uma estampa de São Jorge quando pisava na passarela e o guardava na minúscula calcinha, junto às partes baixas – e ainda foi clara quando afirmou que coloca “o santinho na ‘santinha’”, batizando com um apelido inverossímil sua cavidade reprodutiva.

As símbolos das outras religiões são só dessas religiões, mas os símbolos católicos são de todo mundo, já que todos são batizados, se dizem católicos, e nossa cultura é, ainda que alguém esperneie, profundamente irrigada pelo catolicismo.

Quer dizer, o crucifixo nas paredes do TJ do Rio não pode, mas na Sapucaí pode. O crucifixo a inspirar os julgadores cariocas não pode, mas a “acompanhar” a celebração da luxúria e da pornografia pode.

Tristes tempos os nossos. Não se quer mais dar a Jesus Cristo o seu lugar de direito. Ele, Rei universal, foi destronado por nós, que deveríamos ser seus súditos. Talvez estejamos agindo como aqueles romanos que, na sua Paixão, lhe deram uma coroa não de ouro ou cravejada de jóias, mas de espinhos que lhe fizeram sangrar a fronte. E já que ele não tem mais lugar entre os magistrados do TJ, lhe arrumaram um jeito de habitar a rua da devassidão.

Fonte: http://www.veritatis.com.br

15 pensamentos sobre “Cristo no carnaval e no tribunal

  1. Verdadeiramente isso é uma vergonha para o nosso Brasil. Mas, tenham certeza: sofreremos as consequências por tantas blasfêmias a Nosso Senhor! Jesus está voltando e vai purificar toda a terra, é bo que estejamos preparados!

  2. Misericordia Senhor, dos seus filhos amados…
    Nos dá força para suportar o peso da cruz, que unidos ao Seu Espirito Santo possamos acreditar que a vitória em Ti é certa, que a oração tudo pode transformar!

  3. É por isso que nós devemos dar o devido respeito e dar testemunho de que naum são só símbolos mas instrumentos que Cristo utiliza para a nossa conversão!

  4. Bem, supondo que eu seja ateu e concorde com a retirada de símbolos religiosos dos prédios públicos. Algumas coisas teriam que ser revistas:

    1. Retirar a estátua da deusa Thêmis (da mitologia grega) da frente do STF. Afinal de contas é um símbolo religioso não é? Alguns podem dizer: Aaah não! Nesse caso, é um símbolo da justiça, que é cega e tem uma balança para medir bem as coisas. A cruz, o crucifixo, de um ponto de vista ateu até, também são símbolos de sacrifício, de justiça, de entrega. Não creio que a presença de um crucifixo induza ninguém ao catolicismo somente pelo fato de estar ali. Não violenta ninguém.

    2. Qual calendário utilizar meu Deus? (Ah, meu Deus, não, esqueci que estou supondo que sou ateu). Estamos em 2009 depois de Cristo. O calendário judaico é religioso, não pode. Será que o calendário Juliano é apropriado? Não, ele informava as festas religiosas do Império Romano. O calendário persa surgiu a partir do calendário zoroastriano (religioso!). Não sei.

    3. Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Ainda que se permita a continuação da estátua lá, não deveria mais se chamar Redentor. Tem que mudar o nome porque pode ofender outros segmentos religiosos. Tem os que não acreditam na necessidade de redenção e tem os que acreditam em outros caminhos de redenção.

    4. Deve-se proibir festas de Halloween nas escolas públicas. O Halloween é um misto de festa celta pagã (muito celebrado entre os praticantes da Wicca – Samhain) e festa católica (Vigília de Todos os Santos – All Hallowed Eve).

    5, Alguns municípios têm nomes de santos católicos ou nomes que exaltam a cultura religiosa. Que ofensa ao dito Estado Laico! Aqui no Ceará: São Benedito, São Gonçalo do Amarante, Cruz, Bela Cruz, Milagres, Missão Velha, Pentecoste, Santa Quitéria, Santana do Acaraú, Santana do Cariri, São João do Jaguaribe, São Luis do Curu e… Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Sugiro trocar o nome da capital para Lúcifer (calma: o nome significa “portador de luz”, aqui não é a terra da luz?).

    6. Retirar os santos e santas que ficam na entrada das cidades. Aproveitar e retirar também os símbolos maçônicos, as estátuas de esquerdistas (o comunismo também é uma religião) e de direitistas (o capitalismo também). Eu digo como São João Bosco: “em matéria de política não sou de ninguém”. Ah, desculpem-me, sou ateu hehehe.

    7. Reformular a Economia. Afinal de contas ela nasceu entre os professores (leigos e sacerdotes) da Universidade de Salamanca (católica), na Espanha. Reformular a Astronomia (o Vaticano é um dos maiores financiadores de estudos astronômicos do mundo).

    8. Acabar com Missas na Televisão. Todos os canais televisivos são concessão pública (no rádio também). Podia aproveitar e acabar os programas protestantes. Nas novelas nada de insinuações da igreja universal (Record), nem do espiritismo (Globo), nem de qualquer coisa que tenha raiz religiosa. Aliás, a população deve esquecer que existe Religião, afinal ela pertence ao âmbito privado, não é verdade?

    Ufa! Concluindo… estado laico não é estado ateu. O ateísmo é também uma religião porque se posiciona sobre a existência ou não de Deus e sobre a conduta moral do ser humano em relação a essa existência ou não-existência. A imposição do ateísmo é inconstitucional porque privilegia uma corrente religiosa (ateísmo) em detrimento das demais. Além disso, pra existir respeito, tem que existir convivência. É a convivência entre as mais variadas religiões e os que não professam nenhuma fé, que o respeito à identidade de cada um pode existir. Também não é uniformizar os credos, mas este é outro assunto.

    Desculpem-me o tamanho do texto.

    • Que fúria apresentam os religiosos! Calma pessoal. Ninguém quer lhes tirar a liberdade da fé, do culto, contanto que sejam praticados no devido lugar: na sua casa, no seu templo, igreja, terreiro… emfim. Entendam meus caros que o estado não pode fazer propaganda de uma religião em detrimento de outra. O estado é por justiça “laico”. Seria como escolher a minha empresa ao invés de outra num alicitação apenas porque gostam da cor do meu slogan, ou seja, por nada justificável. O governo não tem o direito de impedir e nem o dever de disseminar crenças. O estado não tem religião e o estado não é ateu.

      Nota: Caro Átila, parabéns pelo discurso. Concordo com você quando a justiça a qualquer deus referido, estingua-os do governo. Masssss lembre-se, ateísmo não é religião rsrs. A religião tem 3 pontos básicos:um ídolo, um ritual, regras ou dogmas e por fim os seguidores da tal. O ateísmo não tem nenhum dos 3 pontos, nem seguidores. Não há o que se seguir. O ateu escolheu exatamente não crer no que não se prova e pronto. Espero que a paz reine sempre, pois a vida é uma só. Abraços.

        • Caro amigo,

          Favor corrigir uns erros no meu comentário…

          1. Em primeiro lugar, gostaria de que você me indicasse
          CORREÇÃO: Em primeiro lugar, gostaria que você me indicasse

          2. o direito de um povo ao uso de cultural de seus símbolos.
          CORREÇÃO: o direito de um povo ao uso cultural de seus símbolos.

          Obrigado.

      • Prezado Roberto,

        Em primeiro lugar, gostaria de que você me indicasse onde, no texto, você encontrou fúria. Sinceramente, se você tivesse encontrado sarcasmo eu até poderia concordar contigo. Mas o que eu quis mesmo foi dar um toque de humor no texto. Talvez por ter escrito enquanto pensava e não ter feito um planejamento prévio posso ter me descuidado e passei essa impressão de fúria.

        Bom, ainda que eu houvesse incorrido em fúria, não gerando ela uma violência verbal ou física, eu, como ser humano, estou sujeito à sua ação quando defendo valores que considero superiores como o direito de um povo ao uso de cultural de seus símbolos. Aliás, foi essa a linha do texto que pretendi imprimir: a discussão sobre o uso de símbolos religiosos não está restrita somente ao crucifixo no tribunal. Existem símbolos religiosos espalhados pelo país e isso expressa a cultura do brasileiro. A própria Capital Federal, Brasília, foi planejada de acordo com as linhas da antiga religião egípcia (Cidade de Aton, se não me engano). Defenderei o crucifixo na minha mesa (sou funcionário público) como defenderei que uma eventual colega muçulmana use o véu no ambiente de trabalho. A laicidade do Estado garante a não interferência do mesmo sobre religião: nem promovendo, mas também não negando, nem limitando o exercício da religião somente ao lugar de culto.

        Concordando com o Pe. Leonardo, a classificação do ateísmo como religião foi por analogia sim. Em um Estado laico, também o ateu pode divulgar sua “crença” no ateísmo e procurar conquistar adeptos. A analogia que propus partiu do princípio que tanto o ateísmo, como o agnosticismo, como o cristianismo em todas as suas vertentes, o animismo, o hinuísmo, o islamismo etc., envolvem uma visão de mundo que fará seus seguidores tomarem certos posicionamentos diante da vida de acordo com seus princípios e crenças.

        Não sei onde você encontrou esta definição de religião (3 pontos), nem creio que devo discutir sobre isso agora, visto (mais uma vez) que o meu texto está um pouco esticado… Mas, permita-me discordar brevemente sobre um dos 3 pontos citados por você como não seguido pelo ateísmo: o dogma. A Wikipédia (desculpe, não tive tempo de pesquisar um lugar melhor) define Dogma como “uma crença estabelecida ou doutrina de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerado um ponto fundamental e indiscutível de uma crença”. Não sei se percebeu, mas você (talvez sem querer) professou a crença no dogma fundamental de determinadas correntes do ateísmo: não posso crer no que não se prova e pronto. Esse “e pronto” denota que este dogma é indiscutível no ateísmo.

        Finalmente (ufa!), também espero que a paz reine sempre. Não sou um perseguidor de ateus (tenho alguns amigos que professam essa “fé” rsrsrs), mas defendo a tolerância e também o direito de me expressar e de defender as minhas crenças, a minha fé. E costumo dizer que, para haver tolerância, deve haver respeito e convivência… não necessariamente concordância.

        Um abraço e (nunca é demais dizer…) Deus te abençoe!
        Espero não ter sido furioso. hehehe.

      • Prezado Roberto,

        Apenas para subsidiar um pouco mais o assunto, sugiro a leitura do texto do escritor, professor e juiz federal, o protestante William Douglas:

        http://www.pciconcursos.com.br/comopassar/a-laicidade-do-estado-laico-todos-os-credos-ao-inves-de-nenhum

        Em tempo: descobri o artigo agora e vi que concordamos em muitos pontos.

        Um abraço.
        Átila Martins

        PS.: Pe. Leonardo, é uma sugestão, caso concorde: entrar em contato com o William Douglas e solicitar a reprodução do artigo no teu blog. Achei muito interessante a visão dele, mas devo advertir que não li o artigo completo, somente o excerto do link citado acima.

  5. OLHA É MUITO TRISTE VER COMO AS PESSOAS SE ENTREGAM O PECADO.
    E OS JOVENS ENTAO?
    TENHO 20 ANOS E DIGO O QUE EU ACHO QUE(OS FINS DOS
    TEMPOS ESTA CHEGANDO)…
    AS PESSOA ESQUECEM DAQUELE QUE TUDO PACIFICOU POR TEU SANGUE.
    E ELE VIRÁ………..
    AS PESSOAS NEM LEMBRAM MAIS DAQUELE INOCENTE QUE JORROU SANGUE PURO NA CRUZ POR NÓS
    DEUS TENHA COMPAIXAO DE NÓS…

  6. Átila Moreira Martins – Parabens!!!!
    Adorei esta sua posição..
    com certeza nao é tao simples assim..
    devemos pensar muito antes de propor tais mudanças, que por sinal não faz mudança alguma!

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