A “camisinha”

Você sabia que existe um projeto do governo federal para se colocar máquinas de preservativos (camisinhas) nas escolas públicas? Distribuição gratuita de camisinhas nas escolas públicas para os adolescentes!

Quem quiser saber mais, acesso o link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/maquina+de+camisinhas+chega+as+escolas+publicas+em+2011/n1237797640645.html

Acho importante colocar uma pequena palavra de aprofundamento sobre esse assunto pois existem muitos mal entendidos. Alguns usam esse argumento da “camisinha” para atacar a Igreja, até mesmo a pessoa do Papa, dizendo que nós não fazemos nada pela luta contra a AIDS, por exemplo. São os mesmos ataques que recebemos quando somos contra a manipulação de embriões humanos.

A Santa Igreja é contra o uso do preservativo artificial não por uma questão de saúde, mas por uma questão de CASTIDADE. Não é que um jovem não pode usar a camisinha porque… porque… é proibido! Não! Ele não deve usar a camisinha porque ele não deve ter relações sexuais fora do casamento, do sacramento do matrimônio. Aí é que está a verdade. A luta mais eficaz contra a AIDS está na castidade, na abstinência, na pureza. Promover a camisinha, distribuir nas escolas (como tem feito recentemente o nosso governo), é um crime de incentivo à promiscuidade sexual. A coisa é escandalosa e gritante e não podemos nos calar diante dos contra-valores do mundo.

Diante da desinformação ou da consciência altamente deturpada, eu ouvi uma vez a história de uma jovem que mantinha frequentemente relações sexuais com seu namorado mas exigia que ele não usasse a camisinha porque era “pecado”!!! Pode uma coisa dessa?

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COMUM OU NORMAL?

FLANELINHAEsses dois conceitos são muito confusos hoje em dia. Eles podem ser parecidos mas são absolutamente diversos e, confundi-los, pode trazer graves consequências. Vejamos: o que é uma coisa comum? É algo que se repete com frequência ou que vemos em abundância. Isso ocorre talvez milhares de vezes no dia a dia, para coisas agradáveis ou desagradáveis. É comum que em dezembro faça calor, que em abril chova. É comum que o trânsito esteja congestionado às seis da tarde e que hajam flanelinhas nos locais de estacionamento. É comum que você pegue o mesmo ônibus para ir à escola ou ao trabalho e é comum que você encontre sempre as mesmas pessoas no ambiente em que frequenta.

Pode-se dizer também que é tão comum ver crianças pobres pela rua de nossas grandes cidades brasileiras, como é comum que as pessoas tomem café de manhã. Mas o que é normal? Normal nos dá a idéia de correto, enquanto o comum é apenas o frequente. Aí é que mora o perigo: confundir o frequente com o certo. A freqüência não justifica as coisas! Houveram (e existem) na história coisas terríveis tidas como “normais” simplesmente porque eram “comuns”.

Um cientista brasileiro, estudioso do pensamento humano, o Dr. Augusto Cury, descreve esse fenômeno como a psicoadaptação que seria “a incapacidade da emoção humana de reagir frente à exposição repetida do mesmo estímulo”.[1] Ele continua: “o homo sapiens pode se psicoadaptar inconscientemente a todas as mazelas sociais, como as guerras, o terrorismo, a violência, a discriminação, e ter um conformismo doentio. O anormal pode se tornar normal.”[2]

Caros amigos, não é isso que vemos no mundo moderno? Não é exatamente isso que caracteriza a nossa sociedade neo-pagã? É “normal” casar e separar, é “normal” o famoso “ficar”, como para nós parece “normal” ver a miséria, a ignorância do nosso povo semi-analfabeto. É “normal” que haja uma parada gay fazendo apologia do homossexualismo, como um programa do SBT que transmite antes das 10h da noite um programa de baixaria e permissividade sexual sem que ninguém diga nada contra. Nós poderíamos citar aqui inumeráveis exemplos da nossa sociedade onde vai-se tornando cada vez mais “normal” o absurdo!

O comum, o frequentemente presente, não pode anestesiar a nossa consciência a ponto de considerarmos normal “porque todo mundo faz”, porque “a maioria das pessoas pensa assim”.

Vou mais longe, já que a maioria dos meus leitores acredito serem jovens: a relação pré-matrimonial, a masturbação, a pornografia, a prostituição, o sensualismo doentio, etc., é COMUM ou NORMAL?

Você se conforma com a injustiça e a imoralidade só porque a maioria pensa assim e não tem jeito de mudar as coisas? Você acha que nós católicos devemos nos calar ante a pressão do mundo que cada vez mais rejeita explicitamente os valores cristãos? Eles exigem respeito, nos acusam de preconceituosos, radicais, etc., mas, eu pergunto: quem são os radicais, preconceituosos e fanáticos do sexo, do dinheiro, do poder e do prazer a todo custo?

Caríssimos, ante a loucura desse mundo, preservemos a nossa sanidade. Ante a insensatez desse mundo sem Deus, afirmemos cada vez mais a nossa vida em Cristo Jesus e nos valores imutáveis do Evangelho. Deus nos fez normais mas o pecado nos corrompe. Quanto mais caminharmos para a santidade, mais seremos aquilo que fomos criados. Portanto, afirmemos com toda convicção e coragem: EU QUERO SER NORMAL, EU QUERO SER SANTO.



[1] CURY, Augusto. Nunca desista dos seus sonhos, p. 107, sextante, 2004.

[2] Idem.

PINICO DE PASSARINHO

mau pensamento

Quem já não se viu em luta contra os maus pensamentos? É algo realmente complicado. Muitos são os que se angustiam com essa situação. Mas o que seriam mesmo os maus pensamentos? Seriam pensamentos maus. Ohhhh!!!! Nãoooo diga!!! ¬¬

Bom, digamos que o pensamento é algo complexo. Um grande cientista da psicologia brasileiro, o Dr. Augusto Cury, tem estudado o fenômeno do pensamento há várias décadas e tirou algumas conclusões – que eu não vou comentar agora – mas que apontam para o fato de que o pensamento humano, a capacidade do homem de pensar é algo extremamente maravilhoso.

Mas o que às vezes nos atormenta mesmo são os pensamentos que julgamos “pecaminosos”. Bom, logo de cara, pensamos que aqui se trata de sexo. É, também. Mas não só. Na verdade, os pensamentos que julgamos maus, são aqueles indesejados ou aqueles que vão contra àquilo que, no fundo, não gostaríamos. Isso inclui uma sexualidade fora dos planos de Deus, mas inclui também a cobiça, a avareza, o ódio. Jesus fala disso no Evangelho:

“O que sai do homem, é isso que o torna impuro. Com efeito, é de dentro, do coração dos homens que saem as intenções malignas: prostituições, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, malícia, devassidão, inveja, difamação, arrogância, insensatez. Todas essas coisas más saem de dentro do homem e o tornam impuro” (Mc 6, 20-23).

menino pensando

A palavra do Senhor é clara. Temos a tendência a dizer que é impuro só o que se refere à sexualidade fora dos planos de Deus, mas não é verdade. Vemos dentro de nós, muitas vezes, essa lista negra citada por Nosso Senhor. O que fazer? Claro que o processo deve ir dentro, purificar a partir de dentro. Se a boca fala (e a cabeça imagina) do que o coração está cheio, então, o processo é feito em duas vias: primeiro tirar as coisas ruins de dentro do coração, purificar o coração; e, em segundo lugar, encher o coração com coisas boas. Vamos ser claros? Se você passa horas e horas assistindo televisão, olhando sites (às vezes não recomendáveis para um cristão) ou enchendo sua cabeça de todo tipo de coisas inúteis, o que você acha que vai sair depois? O que você acha que vai pensar, imaginar?

Se você vive alimentando sentimentos negativos contra uma pessoa, alimentando através da fofoca, da crítica, etc., o que você acha que vai pensar quando a vir?

Vai “sair” o que você colocar para dentro!

Mas você pode argumentar que existem os pensamentos inevitáveis. É verdade. Eles existem. São as lembranças dolorosas do passado, feridas, ou coisas que nós deixamos entrar na nossa memória e que nos arrependemos. O que fazer? Em primeiro lugar é bom deixar bem claro que só pode ser pecado aquilo que é voluntário. Uma coisa que você não deseja, rejeita, não pode ser pecado. Então, o pecado existe apenas na medida do nosso consentimento. Por exemplo: se eu tenho um sonho ruim, um sonho onde eu mato pessoas ou onde eu cometo algum ato pecaminoso, mesmo que seja grave, esse sonho não pode ser pecado pois ninguém pode controlar os sonhos (embora eles sejam a revelação do que você pode estar colocando “para dentro” do seu coração enquanto está acordado).

Por isso, vale o ditado: VOCÊ NÃO PODE IMPEDIR QUE O PASSARINHO SOBREVOE A SUA CABEÇA, MAS PODE EVITAR QUE ELE POUSE E FAÇA NINHO.

penico de passarinho

WAR

O terreno da santidade vai sendo conquistado palmo a palmo. Avançando dia após dia. Uma vitória, uma conquista, muito mais da graça de Deus agindo em nós do que de nós mesmos.

Na verdade, a nossa parte está em colaborar com a imensa, infinita graça divina que misericordiosamente nos ama e nos atrai a si.

Por outro lado, existe a “perda de terreno”. Ela vai acontecendo quando cedemos espaço ao pecado, dia após dia, pela repetição de hábitos maus, que são a origem dos vícios. Talvez você possa perceber na sua vida esses dois movimentos. Pela ação da graça de Deus você vai tomando gosto pela oração, pela Palavra de Deus, pelos sacramentos, pelas verdades da fé. E vai avançando na virtude, deixando de lado aquilo que você gostava tanto mas que viu que não era da vontade de Deus. Isso não é um peso, embora possa ser difícil certas renúncias a princípio, mas movido pelo amor você avança mais e mais e não quer retroceder. Você fica impressionado consigo mesmo pois se vê fazendo coisas santas das quais jamais se imaginou capaz de realizar na sua vida. E até mesmo se admira pelo fato de ter vivido de outra forma, longe de Deus algum dia. Por exemplo, conheci algumas meninas que dizem: “meu Deus, como eu fui capaz de vestir roupas tão curtas!? Como fui capaz de me entregar assim tão facilmente, por carência, aos rapazes!?”

Em outros momentos da sua vida você pode ter caído em alguns pecados, cedido a algumas tentações pequenas, sem dar o devido esforço e atenção a uma arrependimento sincero também dessas pequenas coisas. Como uma semente maligna, a erva daninha vai crescendo. Um dia foi uma falta de paciência com um irmão, uma palavra maldosa sem pensar direito; outro dia foi um comentário deliberado que foi-se tornando verdadeira fofoca. Um dia foi aceder a um pensamento impuro, um olhar sem castidade para alguém mas, sem o devido cuidado, a coisa foi aumentando, passou-se do olhar aos pensamentos e imaginações, a ver imagens deliberadamente nas publicidades, na TV até que… aquilo que você jamais imaginaria fazer (ou voltar a fazer): “acidentalmente” você clicou onde não devia na internet (não foi o blog do Pe. Leonardo!) e viu uma foto, que depois levou a outra… mas o demônio e a sua concupiscência não se deu por satisfeita e, da próxima vez, você clicou não mais tão “acidentalmente” e não foi só uma imagem, mas um vídeo… bom, já chega.

Já chega! Esse é o grito de quem já percebeu que “deu terreno demais ao inimigo”. Sim, o nosso coração, nossa alma, todo o nosso ser pertence a Deus. Deixar o pecado entrar é dar espaço ao inimigo, deixar que ele conquiste o nosso coração, roube o que não lhe pertence mais! O demônio (e a nossa maldade) nunca estará satisfeito. Avançando de pouco em pouco ele quer conquistar tudo! Depois de alguns anos você se vê fazendo, dizendo, agindo como JAMAIS imaginou desde sua experiência com Deus! Lembro-me agora daquele jogo de tabuleiro muito famoso: WAR. Quem já jogou WAR?

Caríssimos, acredito que muitos de vocês já viram isso acontecer, seja em si mesmos seja em outras pessoas. Existe um ditado latino que diz corruptio optimi pessima est – que siginfica: a corrupção dos ótimos é a pior que existe! Talvez já tenhamos visto tristemente algumas pessoas que nós considerávamos avançados na santidade retroceder a um estado pior que o anterior ao seu encontro com Deus. Isso não foi “de repente”, como não é instantânea a nossa conversão. Porém, devido à nossa natureza manchada pelo pecado e carregada de concupiscência, a “desconversão” por mais terrível que seja, pode ser mais rápido do que alguém imagina.

Cuidemos do dom precioso de Deus que há em nós. Vigiemos sobre a nossa vida para que não aconteça que, começando pelo Espírito, terminemos na carne.

O sexo vende

Mais uma descarada reportagem. Nós cristãos não devemos nos calar, mas defender os nossos valores. A CASTIDADE é a liberdade do amor. Enquanto isso, a indústria da imoralidade faz seu escravos… e seus milhões e milhões…

Qua, 07 Out, 12h02 Por Sophie Hardach PARIS, 7 de outubro (Reuters Life) – Se você é sexy, mostre-se e venda seu produto. Foi essa a mensagem vista na semana de moda de Paris, que trouxe coleções repletas de meias rendadas, alças de sutiã de fora e calcinhas expostas.

Cintas-liga – reais, embutidas em vestidos ou pintadas sobre a pele – ganharam destaque nas coleções de Sonia Rykiel, Jean-Paul Gaultier, Christian Dior e Chanel.

Nesta última, o estilista Karl Lagerfeld misturou inocentes vestidos brancos em estilo camponesa com cintas-liga parecendo tatuagens e calcinhas de corte alto, fundindo tudo numa brincadeira campestre que incluiu modelos beijando-se num monte de feno.

“Sou totalmente a favor”, disse a modelo russa Natalia Vodianova, aludindo à tendência de exposição da lingerie. “Uma mulher precisa ser elegante e não usá-la de maneira vulgar.”

Apresentando sua nova linha de lingerie para a varejista Etam, Vodianova disse a jornalistas que se sente inspirada por mulheres que deixam entrever um vislumbre de sua lingerie ou expõem as alças de seus sutiãs.

As coleções mostradas em Milão incluíram tantos vestidinhos minúsculos que críticos de moda descreveram o tema dominante como sendo “viva a mulher oferecida”. Os microvestidos também estiveram presentes em peso nos desfiles das coleções de primavera/verão 2010. Na Chanel, Karl Lagerfeld inseriu cortes em saias já exíguas. A Dior expôs vestidos-penhoares sensuais e calcinhas francesas de cintura alta, evocando os quartos das estrelas de cinema dos anos 1950.

Resumindo o clima sexy, Gaultier batizou sua coleção de “Ponto G” e foi fundo em seus arquivos para ressuscitar um look provocante e semivestido, ressuscitando também o sutiã cônico de cetim que criou para a popstar Madonna anos atrás. “Em contraste com o politicamente correto, com o convencionalismo total da moda, eu quis voltar às ruas”, disse Gaultier no sábado, após seu desfile.

No desfile de Alexander McQueen, vestidos curtíssimos em tons de ferrugem, azul e verde fortes eram dobrados como origamis. Shelly Musselman, co-proprietária da butique Forty Five Ten, de Dallas, não se surpreendeu com a tendência sedutora. “As mulheres querem ter essa aparência – e os maridos que pagam pelas roupas gostam”, disse ela à Reuters depois do desfile de Alexander McQueen.

Sugiro que vocês deem uma olhada no meu primeiro post – carta aos jovens – onde eu falo desse assunto.

O valor do pequeno

Guaiuba 093


Pode ser que alguém pense que aqui eu vá falar de pérolas ou de pequenos diamantes… se você pensou nisso ao ler o título do post, eu quero dizer que você ACERTOU.

Como assim? Simples (como tudo que escrevo…): vou chamar de pérolas ou diamantes as coisas pequenas.

Parece-me (e pode ser só uma impressão) que nós andamos meio esquecidos daquilo que a grande (pequena) doutora da Igreja, Santa Terezinha do Menino Jesus, nos ensinou com maestria: as pequeninas coisas feitas por amor e com amor têm valor de eternidade!

Que pequenas coisas? Antes de falar disso, queria lembrar que muitos dos meus leitores querem ser santos. Ser santo é uma GRANDE coisa. A maior coisa, o maior sonho do homem. E, no afã de sermos santos, procuramos travar grandes e justas batalhas contra o pecado, contra a maldade que existe dentro de nós. A batalha para sermos castos, a batalha pela oração diárias e fiel, a batalha pela obediência e por aí vai… Isso é tudo é mais que justo! Mas cuidado, corremos o risco – e isso que eu vou falar é muito sério – corremos o risco de nos perdermos na busca pela castidade e não encontrarmos a CARIDADE!

Sei que o que eu estou dizendo pode parecer à primeira vista um absurdo. Realmente, se analisarmos a fundo é um pouco contraditório e aconselho você a ler o meu primeiro post, carta aos jovens.

Mas o que quero dizer é que, às vezes, nos fixamos nessa área específica, a sexualidade, e nos esquecemos que ela faz parte de um todo: a nossa vocação ao amor! É isso que deve crescer. Na medida em que aprendemos a amar de verdade vamos nos tornando castos, pois a castidade nada mais é que a expressão da beleza do amor verdadeiro.

Mas, voltando ao assunto (eu me perco com facilidade, vocês já perceberam?), Santa Teresinha nos ensinou que as pequenas coisas, os pequenos gestos feitos por amor a Deus e ao nosso irmão têm valor eterno. Disso talvez a gente se esqueça.

Têm valor de eternidade esperar que os outros saiam primeiro do elevador antes de querer entrar. É santidade esperar que os outros se sirvam primeiro e, discretamente, ficar para trás na fila da comida (igual como a gente faz nos retiros!). É caminho de verdadeira santidade fazer uma genuflexão amorosa diante de Jesus na Eucaristia, mesmo que não fiquemos lá no Santíssimo uma hora como gostaríamos (ou deveríamos). É via de santificação estudar bem para as provas e para aprender.

Sendo assim, eu garimpei na memória algumas pepitas, uns brilham como diamantes, mas podem valer infinitamente mais, o valor é o amor…

Jogar o papel no lixo, dar descarga no sanitário, colocar no lugar uma coisa caída no chão, aguar uma plantinha seca que ninguém olha mais, arrumar a gaveta, organizar a mesa de estudo e/ou trabalho, responder aquele e-mail que um amigo mandou perguntando algo ou pedindo uma ajuda, dar um cartão de feliz aniversário a um amigo, olhar nos olhos do mendigo que estende a mão para nos pedir algo, sorrir para as crianças que limpam os para-brisas dos carros (mas na verdade você deveria mesmo era chorar!!!), elogiar a comida à pessoa que a fez, pedir com licença, dizer obrigado, falar por favor, lavar aquele tênis sujo há meses, ligar para uma amigo que não falamos já há algum tempo, olhar para o céu e agradecer pelo brilho da lua e das estrelas… vamos lá, quantas coisas mais você pode acrescentar nessa lista? Quem sabe com a vida menos tensa e mais agradecida a vivência da castidade não se torne mais fácil… 😉

P.S.: O que tem a ver o pintinho? Bom, não encontrei outra coisa melhor. Fui eu quem tirei a foto. Gostaram? Se tiverem outra sugestão eu coloco. Todas as fotos que estão nesse blog foram tiradas por mim (claro que não tirei a foto do esquilo da Era do Gelo e nem do Papa abraçando as crianças…)

Carta aos jovens

guaiuba-073Castidade

Essa palavra nos causa pavor nos dias de hoje. Nos soa mal, mais ou menos como privação de felicidade, proibição do prazer.

Porém, tudo isso é falso. Seria um absurdo dizer que Deus não quer o prazer, já que foi ele mesmo que o criou. Acho que o grande nó da questão está em entendermos algumas coisas básicas e importantes.

Em primeiro lugar é preciso a gente saber que a castidade não é uma lei imposta por um Deus imenso, todo-poderoso, insensível que como um tirano dita suas normas do alto do seu trono. Bom, na verdade esse deus tirano nem existe! Deus é Pai e nos ama. Isso é o mais importante.

Hoje, como em muitas outras épocas, querem nos fazer engolir “goela a baixo” as coisas sem pensarmos muito. Porém estou convencido de que os jovens merecem todo o respeito. Esse respeito foi dado por Jesus e é fruto do grande amor de Deus por cada um.

Podemos ver um pouco a vida de um jovem no Evangelho, um jovem discípulo do Senhor: João, o Evangelista. S. João se sentia muito amado por Jesus. Ele se sentia tão amado que quando escreveu o evangelho se dizia “o discípulo amado”. Quando João ficou bem velhinho, ele escreveu uma das cartas mais lindas que há na Bíblia, a primeira carta ou epístola de S. João. Escreveu-a a seus filhos espirituais que ele gostava de chamar de “filhinhos”.

Quando descobri o amor de Deus na minha vida, gostava muito de ler essa carta e de modo especial me chamava atenção o modo carinhoso como S. João se expressava para aquele povo chamando-os de “filhinhos”. Ficava pensando de onde S. João haveria aprendido esse jeito de falar. Aí, lendo o Evangelho que ele escreveu, o capítulo 13, me deparei com essa mesma expressão… na boca de Jesus!

“Meus filhinhos, eu só estou convosco por pouco tempo… um mandamento novo eu vos dou: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, vós também amai-vos uns aos outros” (Jo 13,33-34).

Sim, foi de Jesus que o jovem João ouvira essa expressão antes de começar ele mesmo a usá-la. Jesus que ele tanto amava e que se sentia tanto amado. João havia reclinado a cabeça no peito de Jesus na última ceia (para entender isso é precioso saber que eles comiam mais ou menos deitados como em um divã…), naquela última refeição que eles fariam juntos antes da morte de Jesus. Nessa ceia Jesus nos deixou a Eucaristia, o seu corpo e o seu sangue sob a aparência de pão e vinho. Fico pensando que João (poderíamos até chamá-lo de Joãozinho…) sentiu o pulsar do coração de Jesus que naquele momento devia estar batendo forte, muito forte… pouco tempo depois, ao lado da Mãe de Jesus ele o veria coberto de sangue e chagas, morrendo crucificado e aquele coração que ele ouvira pulsar na última ceia agora era traspassado pela lança do soldado. Rasgado. O coração de Jesus como que explodiu de tanto amor por João e nele simbolizados ali todos nós, todos os jovens, toda a humanidade, os filhos de Maria.

Claro, nós sabemos que esse não é o triste final de um filme dramático, o final é maravilhoso, Jesus ressuscitou! Aleluia! No domingo após aquela sexta-feira de trevas, a grande notícia: Jesus está vivo! Mais uma vez é o jovem João que corre ao túmulo para verificar a verdade que as mulheres haviam dito. Corre com a força da sua juventude, com a força do amor.

Bom, poderia continuar falando sobre essa história muito tempo pois ela é longa, mas nós já sabemos. Talvez a pergunta de quem teve paciência de suportar até aqui essa leitura é: mas o que isso tem a ver com CASTIDADE? Isso mesmo, era sobre castidade que a gente estava falando. A volta foi tão longa que talvez você nem lembrasse mais.

Pois bem, tem tudo a ver pois nós só falamos até agora de amor. Amor de verdade. Amor de Deus e amor humano. Amor divino que pulsou em um coração humano.

Nós fomos feitos, criados por Deus à sua imagem e semelhança. Deus é amor, nos diz S. João em sua primeira carta. Ora, sendo assim, nós podemos dizer que somos imagem e semelhança do amor.

O que isso significa? Quer dizer que nós fomos criados pelo Amor capazes de amar e quanto mais amamos mais somos aquilo que somos. Dá pra entender? Amar é a razão e o fim da nossa existência. Nós não vivemos e não somos felizes se não amamos.

Imagine aí sua vida sem amor…! Dá pra imaginar? Já pensou se você jamais tivesse se sentido amado e jamais tivesse amado na vida? Impensável não é?!

Pois bem, essa é uma característica divina em nós. Mas talvez isso não seja ainda grande novidade para você. Sento assim, vou tentar jogar algo mais “quente”, uma coisa que talvez faça a diferença naquilo que você já sabe: você foi criado inteiramente para o amor. Qual a novidade? Você! Todo! Tudo! Não foi o seu coração, a sua mente, sua alma, suas emoções… não. Não foram “partes” suas, mas você por inteiro, na sua alma, no seu corpo, suas capacidades, enfim, tudo. Da ponta do dedão do pé à ponta do seu cabelo (ainda que seja dupla…). Tudo em você foi criado para amar, essa é a sua felicidade e a sua realização total.

Mas vamos continuar devagar e com calma. Tudo em nós foi feito para amar, mas nós não nascemos prontos. Um bebê não sabe falar, nem andar, é fragilíssimo, mas já nasce com todas as capacidades a serem desenvolvidas, o que chamamos de potencialidades. Em se tratando de amor, acontece mais ou menos a mesma coisa, devemos desenvolver essa capacidade, aprender a amar. Aprende-se a ouvir, ouvindo; aprende-se a nadar, nadando. Aprende-se a andar tentando, caindo, recomeçando. Aprende-se a amar sentindo-se amado e amando.

Por isso é importante que uma criança, para crescer feliz, sinta-se muito amada. É natural, é normal. Uma criança é de certa forma “egoísta” porque ela é mais capaz de receber amor que de dar.

Aos poucos ela vai crescendo e vai aprendendo a partilhar, a dar amor. Ela vai aprendendo que isso a faz feliz, assim como é melhor andar com as próprias pernas que com o “anda já”. Pouco a pouco ela vai aprendendo que o amor significa dar para que o outro seja mais feliz. Por exemplo: dar uma coisa para a mamãe e para o papai no dia deles, dar um pedaço da merenda para o colega da escola, dar um pedaço do doce para o irmãozinho menor, partilhar, dividir os brinquedos com as outras crianças (imagine um garoto que ganha uma bola nova e fica com ciúme de partilhar a bola!).

Repetindo: amar é dar, doar, doar-se para fazer o outro feliz. Voltemos um pouquinho no que já foi dito acima. Se tudo em mim foi feito para amar, então isso inclui também o meu corpo! Sim. Desde criança. Um afago, um beijo, um abraço, um gesto de carinho. As crianças são muito afetuosas e sabem expressar com muita naturalidade o amor também com o seu corpo, com esses gestos que acabei de citar.

Agora vem o mais importante, o que você esperava há muitas linhas… Na medida em que vamos crescendo fisicamente, intelectualmente, psicologicamente, cresce (ou deve crescer) também o desejo de amar com todo o nosso ser, de fazer o outro feliz e de expressar esse amor também com o corpo. Tenha paciência, estamos chegando nas coisas mais práticas.

Aqui as coisas se confundem e complicam. Se amar é bom, nos faz felizes, sentimos que no nosso corpo isso se traduz em prazer. Como eu disse no começo, isso é bom pois foi criado por Deus. Aqui acontece uma coisa extraordinária, bastante fantástica. O prazer é uma expressão do amor do nosso corpo, capaz de nos atrair ao outro, em uma doação total de vida, corpo e alma. Essa doação total é capaz de gerar vida! Concretamente, uma vida nova.

Mas veja bem, o maior  prazer está diretamente relacionado com a maior expressão de amor capaz de gerar a vida. Quando duas pessoas se amam profundamente e se entregam inteiramente um ao outro na doação total de amor isso se expressa no corpo com a relação sexual. Então eu posso ter  uma relação sexual com a minha namorada se eu tenho certeza se a amo? Não, a conclusão é apressada. Pense bem, o maior se une ao maior. A maior prova de amor se une na maior expressão de amor com o corpo que é a relação sexual que pode gerar uma vida. Mas se amor é doação, o amor total não pode ser de apenas um momento, algo relativo, que é possível agora porque nos amamos mas sem um compromisso de vida. Claro que não! A maior expressão de amor com o corpo (a relação sexual) deve dar-se dentro do maior compromisso de fidelidade que há, o matrimônio. No matrimônio um homem se une a uma mulher de modo definitivo. É a prova máxima de amor. É o compromisso máximo que um casal pode fazer um com o outro pois, diante de Deus e dos irmãos, prometem amor e fidelidade para sempre na saúde, na doença, na fartura e na pobreza, nas alegrias e dificuldades, com pelanca ou sem pelanca, etc.

Aqui também precisa-se observar um detalhe importante. O máximo do compromisso não é só entre os dois que se amam, nem diante de suas famílias e da sociedade. O máximo do compromisso se dá quando eu invoco o próprio Deus e a sua Igreja, meus irmãos como testemunhas e como ajuda eficaz. Sim, porque nós bem sabemos o quanto o nosso amor é fraco e tem dificuldade de dar respostas que duram para a eternidade, temos medo da palavra PARA SEMPRE. Esse medo vem de certa forma porque para nós tudo é passageiro, nós muitas vezes mudamos de opinião como se muda de roupa. Por isso precisamos da ajuda, da força e do poder daquele que é a fonte do amor e é o próprio amor.

Daqui podemos tirar as conclusões mais do que óbvias sobre a masturbação, por exemplo. A quem eu estou amando na masturbação? Conheci um sacerdote ancião muito querido, o Pe. Jocy Rodrigues (no Maranhão) que chamava a masturbação de curto-circuito! Se liga? Eu achava massa essa definição. Depois descobrimos que era a mesma do Pe. Daniel-Ange, o querido e santo sacerdote dos jovens da França que nós já conhecemos no Brasil.

E no famoso “fica”? Com quem eu estou comprometido? Qual é o amor verdadeiro que está envolvido numa “ficada”? O fica é exatamente o que diz aquele velho ditado: colocar o carro adiante dos bois. Ficar é sinônimo de destruir o amor porque eu estou me dando ao outro sem amor, eu estou realizando o meu “instinto animal”, meu desejo de possuir o outro só pelo prazer dissociando o prazer do amor. Ainda por cima, é difundido hoje entre os jovens que o amor nasce do prazer e não o contrário. Mas se você acompanhou bem o meu raciocínio até agora viu que  isso é um absurdo! Um amor verdadeiro, um amor que dure, que esteja acima de ciúmes e sensualismos, não pode nascer de uma “ficada”. Ele nasce de algo mais profundo. Um cara que ama uma menina depois de um fica (ou uma menina que ama um cara, dá no mesmo), coloca em primeiro lugar a beleza física, o sensualismo, as curvas do corpo. Esses se tornam, para os dois, os valores primeiros, mais importantes. Se uma relação começa assim ela vai, indubitavelmente, ser uma relação marcada pelo ciúme, pela competição, pela desconfiança e pelo medo de perder o outro já que o vínculo é muito frágil. Falando com palavras mais simples: a menina vai ficar sempre insegura com relação ao cara porque ela sabe que o que mais importou para ele nela foi o seu corpo e o prazer que ele sentiu em “possuí-la”. A insegurança vem do fato que qualquer outra menina que possa parecer mais bonita, mais atraente, mais sensual se torna uma rival a ser eliminada! A mesma coisa com os rapazes com relação aos outros “rivais”.

Atenção, eu não estou querendo dizer que você não deve sentir-se atraído pelo sexo oposto para começar a namorar. Claro que a atração é mais do que normal, natural e saudável. O que não pode ser é agir como animais no cio, prontos a atacar a primeira menina bonitinha ou o primeiro gatinho que pinte no pedaço porque é… “gostoso”. Veja que a própria gíria revela o sentido profundo: gostoso é diferente de amoroso. Gostoso é experimentável e mensurável pelos sentidos, amoroso não tem medidas nos sentidos e sim no coração.

Com certeza você poderia me contra argumentar com o fato de tudo isso ser natural. Mas eu pergunto: o que é natural? É natural matar quando eu tenho ira? É natural transar quanto eu tenho vontade e com quem eu quiser? É natural fazer o que meu corpo pede, tipo comer tudo a toda hora? Natural para nós, seres humanos, deve ser igual a RACIONAL! Essa é a nossa diferença. Somos racionais, temos uma alma e uma inteligência. Isso é muito importante para não cairmos em conclusões absurdas sobre a liberdade.

O nosso querido e saudoso Papa João Paulo II nos falava muito do amor conjugado com a responsabilidade. O homem livre não é aquele que faz tudo o que quer, mas é aquele que faz o bem, como diria Santo Agostinho. A verdadeira liberdade é fazer o bem. Fazer o mal é contra a nossa natureza e portanto não é liberdade. Se a nossa natureza é feita de e para o amor, então o contrário é não amar e isso é não ser livre, complicado? Com certeza não, basta pensar um pouco. Os meios de comunicação nos ensinam desde pequenos a não pensarmos. Qual é o esforço racional que se faz pra assistir um programa de auditório? E uma novela? POUPEM-ME!

Meus queridos, o mundo nos rodeia e nos ameaça. Quando falo “mundo” estou falando da mentalidade que se afastou Deus. Na verdade, se você olhar profundamente, estamos diante de duas maneiras de ver o homem e a realidade. De um lado, ver o homem e a realidade com o olhar de Deus, como Deus vê; por outro lado, ver o homem e a realidade que o envolve com o olhar das concupiscências, com os interesses da ganância do poder, do uso e idolatria do prazer e do possuir. O que é a festa de carnaval do Brasil se não a demonstração de tudo isso que eu estou dizendo? A quem interessa que os jovens façam cada vez mais sexo como animais? A quem interessa que os jovens usem a bebida para se divertir e se viciem? A quem interessa que tudo seja “liberado” segundo os instintos senão aqueles que detêm o poder econômico? Quem lucra quando você olha quase todas as propagandas com apelos sensuais? Quem lucra quando você, deixando pra lá a razão e a fé, se entrega ao todo tipo de consumismo baseado nos apelos sexuais? Quem quer nos fazer acreditar que o pecado não existe, que tudo é permitido contanto que se faça com “amor”? Talvez ou outro exemplo bem perto de nós seja o Halleluya X Fortal. O Halleluya é incomparavelmente maior do que o Fortal: maior em dias e maior, muito maior em quantidade de participantes. Mas se você liga a televisão antes e durante o período do Fortal e Halleluya, o que você vê? Nos jornais e propagandas, o que se fala? Dá pra pensar não é…? A mentalidade do mundo nos rodeia como um leão rugindo querendo nos devorar, já dizia S. Pedro, e acrescenta: resistam ao diabo firmes na fé! (Cf. I Pe. 5,8-9).

Caríssimos, Deus nos chama a coisas mais altas! Deus nos chama a trilhar caminhos eternos. A andarmos pisando no chão mas com a nossa meta no céu! Não tenham medo. Não vamos ter medo porque toda a nossa fraqueza foi vencida pela cruz de Jesus. Se quisermos saber onde está o verdadeiro amor basta olhar para a cruz. Olhemos também para o exemplo dos santos que souberam amar com o amor de Jesus. Eu cito só dois bem conhecidos de todos nós: Madre Teresa de Calcutá e o Papa João Paulo II. Um homem e uma mulher que dedicaram as suas vidas a nos mostrar a verdadeira face do amor. Mas os exemplos são milhares: crianças, jovens, adultos, casais, religiosos, enclausurados, eremitas, sacerdotes, bispos, papas… enfim, os filhos de Deus que descobriram o amor durante esses dois mil anos de cristianismo são a prova mais forte que temos.

Bom, voltando aos “altos vôos filosóficos” que eu estou fazendo com você sem que se perceba muito, vamos tentar tirar algumas conclusões importantes:

1-      Fomos feitos com amor, por amor e para amar

2-      Somos filhos de Deus, criados à sua imagem e por isso livres

3-      A verdadeira liberdade não está, logicamente, em se fazer o que bem quer, isso seria irracional, contra a nossa natureza e à bondade das coisas.

4-      A verdadeira liberdade consiste em fazer o bem: amar!

5-      Nós amamos com todo o nosso ser: corpo e alma, inteligência.

6-      Amar não é só receber mas é sobretudo doar. Estamos felizes, dizemos que amamos uma pessoa quando queremos o seu bem e procuramos fazê-lo.

7-      Eu amo a Deus e a vocês, se não amasse não perderia o meu tempo fazendo esse texto. (mas isso não dava para concluir assim facilmente… Talvez seja outra característica muito importante do amor que devemos lembrar: o amor gosta de declarar-se. São D. Bosco, o santo pai e amigo dos jovens, dizia uma coisa importantíssima: os jovens não precisam só ser amados, eles precisam saber disso!).

Acho que você percebeu que em todo esse texto eu evitei usar a palavra pecado. Porque essa palavra também é mal compreendida. Pecado para nós se tornou sinônimo de algo proibido por uma autoridade superior a quem se deve obedecer e basta. Mas pecado, meus queridos, não é outra coisa que o nome do erro de funcionamento. Existe uma velha historinha que se diz sobre a bíblia: ela é o manual do fabricante. Se não seguimos as instruções corremos o risco de danificar a máquina (nós) ou mesmo de destruí-la já que ela é muito delicada. Pois bem, pecado aqui tem um sentido semelhante: é a “luz vermelha” que se acende porque estamos fora dos planos de amor de Deus a nosso respeito. Esses planos não são uma coisa estranha, mas estão escritos no nosso coração, no nosso DNA espiritual.

Eu vou dizer uma coisa que você pode não entender a princípio: no fundo, no fundo todos nós queremos ser castos! Sim, todos! Sabe porque? Porque todos nós possuímos um grito interior, uma ânsia pela felicidade. Nós queremos ser felizes! A castidade é a maneira correta de amar e amar é a razão da nossa felicidade. Pronto. Simples. Mas como a maioria das pessoas se separou da fonte do amor e não a reencontrou ainda, não sabe que a fonte de toda a felicidade está em Deus que é amor e não consegue entender que viver castamente é viver no e para o amor e, consequentemente, é ser feliz!

Meus amados, tudo isso não pode ser dito a alguém que não experimentou o amor de Deus ainda. É algo inconcebível. Não podemos falar de castidade para quem não experimentou o amor verdadeiro, essa pessoa, com muita razão não nos entenderia e não nos aceitaria. Por isso o mundo nos ataca tanto. Por isso a mídia ataca tanto a Igreja: quem não teve uma experiência com o AMOR não pode nos compreender.

Mas esse é o nosso testemunho, nossa evangelização: mostrar ao mundo, às pessoas, aos jovens o que é e quem é o amor. Mostrar com a nossa alegria de viver, com a nossa luta para viver esse amor a cada dia em cada circunstancia da nossa vida.

Gostaria de ter tratado aqui de um assunto muito delicado que é o homossexualismo. Com certeza é muito importante que a gente reflita sobre esse assunto, todos, sem exceção devemos ficar por dentro do que a Palavra de Deus e a Igreja dizem a respeito disso. Mas o assunto é tão sério que eu vou deixar para a próxima vez que espero seja breve. Também prometo que incluo na próxima vez o assunto celibato, pois acho importantíssimo. Creio que será muito útil a gente tirar algumas dúvidas sobre pecado mortal e pecado venial, comunhão etc. Mas eu acho que a dose tem que ser devagar, concordam?

Um grande abraço.

Eu amo vocês!