Alemanha: mais pais na prisão por rejeitarem educação sexual estatal

43 associações do mundo inteiro exigem liberdade para os progenitores objetores
MADRI, quarta-feira, 16 de março de 2011 (ZENIT.org) – Na semana passada, a Europa descobriu com surpresa que, em um país democrático como a Alemanha, uma mãe foi presa por se recusar a levar seus filhos à aula de educação sexual do Estado e que já eram 53 os pais condenados por esse motivo.Na última segunda-feira – informa a ZENIT a associação Profissionais pela Ética – a ‘Alliance Defense Fund’ (ADF), entidade jurídica que defende os direitos das famílias alemãs perante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos de Estrasburgo, informou sobre dois novos casos de prisão de pais em Salzkotten.

São eles: Eduard W., pai de 8 filhos, e Artur W., pai de 10 filhos e a duas semanas de ter o 11º.

Esses pais se recusaram a permitir que seus filhos participem do programa de educação sexual, porque não concordam com a educação sexual que o Estado quer impor aos seus filhos de forma obrigatória e consideram que seus direitos humanos e civis estão sendo violados.

De acordo com Roger Kiska, advogado de ADF, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos de Estrasburgo não aceitou o pedido para decretar medidas de emergência para libertar a Sra. Wiens, apesar da prisão injusta.

“Estamos convencidos de que, quando o Tribunal de Estrasburgo ditar sua sentença sobre os casos de pais que foram presos pelo simples fato de exercer a paternidade, a justiça vai prevalecer”, disse ele.

Enquanto isso, na Espanha, Profissionais pela Ética promove uma declaração a favor da Sra. Wiens, a mãe presa pelo mesmo motivo, na mesma localidade alemã de Salzkotten, assim como de outros pais alemães condenados.

Nesta declaração, que foi assinada por 43 associações da Espanha, Irlanda, Itália, Bélgica, França, Eslováquia, Alemanha, EUA, Quênia, Filipinas, México e Noruega, pede-se às autoridades alemãs que libertem os pais presos por quererem educar seus filhos segundo suas convicções.

Também se exige que as instituições europeias garantam os direitos fundamentais e a liberdade de educação.

A declaração foi enviada às seguintes instituições: Chancelaria Federal da Alemanha; governo federal alemão; ministérios da Cultura e Educação dos estados alemães federados; instituições do Conselho da Europa; representantes dos governos alemão e espanhol no Conselho da Europa; Parlamento Europeu; embaixada alemã na Espanha; tribunais que condenaram os progenitores alemães; pais alemães presos.

“Com esta ação – disse Leonor Tamayo, chefe da área internacional de Profissionais pela Ética -, queremos sensibilizar a opinião pública e apoiar os pais, obrigando as autoridades a evitar essa violação agressiva dos direitos humanos.”

A declaração pode ser assinada em: http://www.profesionalesetica.org/suscribirse-a-la-declaracion/.

Para mais informações: www.profesionalesetica.org.

 

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Carta de um pai ao seu filho



Do Testamento Espiritual de São Luís a seu filho

(Acta Sanctorum Augusti 5[1868],546)

(Séc. XIII)

O rei justo faz prosperar o país

Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as forças; pois sem isto não há salvação.

Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal.

Ademais, se o Senhor permitir que te advenha alguma tribulação, deves suportá-la com serenidade e ação de graças. Considera suceder tal coisa em teu proveito e que talvez a tenhas merecido. Além disto, se o Senhor te conceder a prosperidade, tens de agradecer-lhe humildemente, tomando cuidado para que nesta circunstância não te tornes pior, por vanglória ou outro modo qualquer, porque não deves ir contra Deus ou ofendê-lo valendo-te de seus dons.

Ouve com boa disposição e piedade o ofício da Igreja e enquanto estiveres no templo, cuida de não vagueares os olhos ao redor, de não falar sem necessidade; mas roga ao Senhor devotamente quer pelos lábios quer pela meditação do coração.

Guarda o coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos, e quanto puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até ao extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; e põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas.

Sê dedicado e obediente a nossa mãe, a Igreja Romana, ao Sumo Pontífice, como pai espiritual. Esforça-te por remover de teu país todo pecado, sobretudo o de blasfêmia e a heresia.

Ó filho muito amado, dou-te enfim toda bênção que um pai pode dar ao filho; e toda a Trindade e todos os santos te guardem do mal. Que o Senhor te conceda a graça de fazer sua vontade de forma a ser servido e honrado por ti. E assim, depois desta vida, iremos juntos vê-lo, amá-lo e louvá-lo sem fim. Amém.

SÃO LUÍS DE FRANÇA

Nasceu em 1214 e subiu ao trono de França aos vinte e dois anos de idade. Contraiu matrimônio e teve onze filhos a quem ele próprio deu uma excelente educação. Distinguiu-se pelo seu espírito de penitência e oração e pelo seu amor aos pobres. Na administração do reino foi notável o seu zelo pela paz entre os povos, e mostrou-se tão diligente na promoção material dos seus súditos como na sua promoção espiritual. Empreendeu duas cruzadas para libertar o sepulcro de Cristo e morreu perto de Cartago no ano 1270.

Cultura – segunda parte.

E por falar em cultura, educação, desenvolvimento, quem não conhece as “pérolas do Enem?” Virou piada nacional, para alguns rirem (os outros são os que as escrevem). Na verdade, humor negro, porque se a coisa for daquele jeito mesmo, está preta! Fica até difícil de acreditar que tudo aquilo seja verdade, mas, é a bruza.

Por falar em bruza, ontem entrei em uma escola de ensino fundamental da rede pública. Em uma sala de aula, repleta de cartazes escritos à mão em folhas de papel madeira, encontrei um dirigido às crianças que falava de ética. Fiquei curioso e li os pontos “éticos” que os professores cheios de boa vontade (suponho) queriam passar aos seus alunos. Dentre outras coisas da lista bem mal organizada e mal escrita, encontrei essa pérola aí: ASSINUIDADE. Pois é, como eu sou exigente! Afinal, era apenas um cartaz escrito por professores para crianças. É a bruza.

Além das pérolas do Enem, agora surgiu as pérolas do twitter. É para se bolar de rir, ou chorar.

Você pode estar se perguntando: mas o que você tem a ver com isso? Porque não faço algo mais produtivo, não escrevo nesse blog sobre a evangelização ou a defesa da vida? Justamente porque isso, a bruza, tem ligação muito importante, ao meu ver, com o aborto e com a evangelização como um todo. A cultura da bruza é aquela dos que votarão no candidato que pagar, comprar seu voto. Seja por uma ruazinha asfaltada às vésperas da eleição, seja por causa de uma esmola do governo federal. Conheço uma pessoa que mora em uma casa de taipa que há 19 anos, desde que mora nessa casa que fica em uma viela, em todas as eleições vê os funcionários da prefeitura medindo o beco para que se faça o calçamento. Uma vez colocaram até mesmo as pedras uma semana antes do pleito, depois… tiraram as pedras! Sem falar na sua casa de taipa que a prefeitura pegou todos os documentos há mais de seis anos e que já deve ter sido construída várias vezes, como diz o poeta, numa folha de papel com cinco ou seis retas…

É a cultura do “seje bem vindo” às portas das seitas como a Universal do Reino de Deus e as suas 1001 versões diferenciadas que têm como único objetivo roubar o povo pobre e ignorante. O povo que deveria ter empregos com salários justos, hospitais com atendimento digno, moradia, segurança pública, transporte, lazer… só encontra a “fogueira santa dos 40 pastores” ou a “água do rio Jordão” que cura até calo seco e dá emprego a quem não tem em troca de todo o seu salário em forma de desafio para o altar de Deus.

Nosso povo humilhado… Nosso jovens mergulhados na mortal fumaça do crack…

Quem se importa com ficha limpa ou suja? Quem se importa com promessas não cumpridas ou um histórico prá lá de indigno dos candidatos? Outro dia passei ao lado do muro do “hospital da mulher” de Fortaleza – ao lado do muro, vale a pena frisar –  e lembrei de um debate acirrado na última campanha para prefeito onde a atual reeleita esbravejava na televisão que essa era uma grande conquista para a nossa cidade. Bom, o muro está lá.

Por falar em muro, alguém aqui já foi multado? Multa de velocidade por causa das incontáveis barreiras eletrônicas nas lindas ruas de nossa Fortaleza Bela Porcaria? Vale a pena pagar, não é?

Pois é, são esses governantes que estão tentando implantar a todo o custo o aborto legal no Brasil, são eles que estão tentando a todo custo legitimar e equiparar a união homossexual com a família.

Muitos dos meus leitores não lembram, mas quando eu era jovem, surgiu um candidato à presidência que me dava asco. Ao olhar para ele eu via um menino mimado querendo brincar de “Planalto Central”. Era o “caçador de marajás”, apoiado pela poderosa divulgadora do espiritismo no Brasil, a Rede Globo. Ele ganhou as eleições. Lembram agora quem era? Fernando Collor. Na época, havia um candidato do lado oposto, que era a antítese de tudo o que fosse o Collorido candidato; era o atual presidente da República. Para ódio mortal dos brasileiros, o primeiro ato de governo de Fernando Collor foi confiscar a poupança, sim, a economia de milhões de cidadãos. Confiscar! Bloquear! Com o objetivo de barrar a inflação, tirando o dinheiro do povo. A economia na época vivia um caos. Quem tem cerca de 30 anos de idade ou mais lembra o que era uma inflação que chegou ao escândalo de quase 100% ao mês. Inacreditável, não foi? Mas quem resolveu isso foi… bom, foi resolvido na época do Fernando… HENRIQUE CARDOSO, e não do Collorido, que acabou sendo o primeiro e único presidente destituído do cargo no Brasil. Final da história: hoje canta-se em Alagoas a seguinte música de campanha para governador: “É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma, pelo bem dos mais carentes. É Lula apoiando Dilma, é Dilma apoiando Collor, e os três pelo bem da gente”. Pelo bem dos “descamisados”, como gostava de dizer Collor na sua campanha para presidente. Mas… não seria melhor dizer, os sem bruza?

Cultura

Há alguns meses, talvez anos, observo reportagens e crônicas sobre um problema tão antigo quando o Brasil: o baixo nível da educação no nosso país.

É triste sermos comparados com outros países e encontrarmo-nos nos últimos lugares. Outro dia, vi uma coluna em uma importante revista em que o autor colocava um dado alarmante: somente cerca de 30% da população brasileira é verdadeiramente alfabetizada, simplesmente porque somente essa porcentagem tão baixa seria capaz de entender que o seu texto dizia isso. Bom, fico já conformado com os pouquíssimos leitores desse meu artigo.

Parece-me uma piada descabida quando nos jornais, na imprensa, inclusive internacional, aponta-se o Brasil como já entre as grandes nações. Qualquer brasileiro que teve a sorte de visitar o chamado “primeiro mundo”, mesmo com uma visão bem limitada como a minha, sabe o quão correta é a analogia hiperbólica da distância “anos-luz” que se pode aplicar aqui.

Não refiro-me a saber matemática aplicada, ou as inovações tecnológicas da mecatrônica (pra falar a verdade, nem eu mesmo sei o que é isso…). Refiro-me ao básico mesmo, ao simples compreender, como dizia o autor da coluna citada, esse texto.

Talvez você, como eu, algum tempo atrás pensasse que isso fosse um grande exagero, porque, afinal, todos os seus colegas, amigos, parentes, saberiam ler e interpretar um texto simples. Bom, em primeiro lugar: você tem certeza disso? Sua mãe, seu avô, seus tios, saberiam todos ler e interpretar esse texto tão simples? Talvez sim. Mas, e sua empregada? Ah, você tem empregada? Uma senhora ou uma jovem que ganha para lhe servir? Ganha quanto mesmo?

Ok. Entendi. Ela não… estudou para ganhar mais, não foi? Que bom! Senão, quem iria lavar sua roupa?

Mas voltemos ao assunto, porque estamos falando aqui de educação, e não da ausência dela. Seria a mesma coisa? Melhor dizendo, não ter educação igual para todos não seria simplesmente uma forma de dizer que a educação é péssima? Que perpetuamos a abissal divisão de classes, que continuamos a ter uma minoria favorecida (que sabe ler esse texto) e uma maioria desfavorecida (que não tem sequer acesso a um computador com internet para ler esse texto).

Mas o governo tem dado uma boa ajuda para acabar com essas divisões. É simples: vamos dar cotas de participação para as classes desfavorecidas: negros, índios, pobres… Pronto, eles têm agora vaga garantida nas universidades. Até mesmo se for membro do MST vale, o importante é ter a carteirinha. Então está resolvido o problema: ao lado dos riquinhos, filhinhos de papai que estudaram em escolas caríssimas, contribuindo forçosamente para a máfia da educação, para os bem pagos “passadores” da loteria do vestibular (mas vamos esquecer disso, entra em jogo agora o ENEM, que como dizem os jovens meus amigos, significa: Eu Nem Estudo Mais) – ao lado desses, estão os pobres desfavorecidos da sociedade brasileira, com igual condições de cursar porque entraram na “cota”. Meu Deus, só apelando mesmo! Que humilhação! Que igualdade é essa? Que justiça é essa? Esses brasileiros, tão dignos quanto quaisquer outros, deveriam sim, entrar nas melhores faculdades, mas porque sabem tanto quanto os estudantes das caras escolas particulares, porque tiveram oportunidade de estudar e serem bem formados desde a infância nas escolas públicas… olhem o verbo do início… o modo… deveriam!

Mas deixa de papo sério, não combina comigo. Vou falar de um SMS, muito mais jovem e mais legal. Outro dia recebi um SMS com um texto que não vou escrever aqui, mas digo que foi de alguém que já cursou todo o ensino médio e, TEORICAMENTE, estaria apto a prestar exame vestibular. Dentre outras aberrações, no pequeno texto vinha escrita a palavra “bruza”. Você sabe o que é isso? Fora de contexto fica difícil, não é? Mas, a bruza é a tradução da realidade da nossa educação, é o sinônimo da desigualdade, é a tristeza de um país que se propaga às portas do primeiro mundo, como Alice.

Enquanto isso, eu mergulho nos meus livros. Tantos… Sou mais viciado em comprá-los do que em lê-los, mas ao menos leio alguns e os funcionários das grandes livrarias de nossa cidade de Fortaleza de tanto me verem toda semana já devem ter decorado minha cara. Sim, entre os livros se encontra a cultura, que, afinal, é o nome de uma importante livraria de abrangência nacional que abriu recentemente uma filial na nossa capital cearense, na zona mais nobre, no bairro mais rico da cidade, claro. Quando fiz minha primeira gloriosa compra nessa livraria, acho que um livro sobre mitologia grega (que ainda não li) ouvi do funcionário que me atendeu, ao entregar-me a nota fiscal, a seguinte frase em alto e bom tom: “seje bem-vindo à Cultura!”