Aborto masculino

O aborto é um crime diante da consciência de todo o ser humano racional e que usa essa faculdade, mas diante de Deus é também um pecado pois, tudo aquilo que vai contra a nossa natureza, é um grave pecado. Porém, vale salientar que esse pecado que exclui quem o pratica conscientemente da comunhão com Deus e com a Igreja (excomunhão), não é só um pecado feminino. Muitos HOMENS cometem o mesmo crime infame. Aqueles homens pais que mandam a filha abortar; os namorados e maridos que convencem a garota frágil, medrosa e inconsequente ao aborto; os enfermeiros e médicos que, falhando com o seu juramento de defender e preservar a vida, praticam o ato cruel e desumano (não sei como eles conseguem!) e incorrem na mesma excomunhão.

Aqueles homens (e mulheres) que votam em políticos ou partidos que claramente defendem o aborto e colocam como projeto de governo.

Deus tenha misericórdia de nós todos!

Próximo passo será a legalização da pedofilia

“O próximo passo será a adoção de crianças por casais homossexuais e a legalização da pedofilia”, disse ontem o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união estável entre homossexuais. Para ele, o STF fez um “julgamento político”. “O Supremo extrapolou. Quem tem de decidir isso é o Legislativo, com a sanção do Executivo. Agiu por pressão da comunidade homossexual e do governo. Unidade familiar é homem e mulher.”

Bolsonaro afirmou que proíbe o seu filho de 3 anos de brincar com crianças criadas por gays. “Eu não quero que o meu filho menor vá brincar com o filho adotivo de dois homossexuais. Não deixo. Não quero que ele aprenda com o filho do vizinho que a mamãe usa barba, que isso é normal. Não vou deixá-lo nessas companhias porque o futuro do meu filho também será homossexual”, disse o deputado. “Vão dizer que estou discriminando e estou, sim.”

Indagado sobre o teor de suas declarações, Bolsonaro atacou o Projeto de Lei 122, que prevê a criminalização da homofobia, e sugeriu que, caso ele seja aprovado, será “mais fácil se livrar de um homicídio do que de uma discriminação homofóbica”. “Se ser homofóbico é defender as crianças nas escolas, defender a família e a palavra de Deus, pode continuar me chamando de homofóbico com muito prazer, pode me dar o diploma de homofóbico”, declarou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Se fé da Igreja enfraquece, exorcismo perde eficácia

Começa um curso sobre exorcismo no “Regina Apostolorum” de Roma
ROMA, terça-feira, 29 de março de 2011 (ZENIT.org) – O Pe. François Dermin, presidente nacional do Grupo de Pesquisa e Informação Religiosa (GRIS, na sigla em italiano), prior do convento de São Domingos de Bolonha e professor de teologia moral, italiano com origens canadenses, é um dos professores do curso de exorcismo que será realizado esta semana no Ateneu Pontifício ‘Regina Apostolorum’, em Roma.ZENIT: Hoje se conhece mais sobre o demônio do que se conhecia, por exemplo, na Idade Média?

Pe. François Dermin: Do ponto de vista teológico, não se sabe mais do que se sabia na época. Grandes doutores da Igreja, como São Tomás, São Boaventura e Santo Agostinho, e tantos outros santos, falaram do demônio de maneira profunda, também especulativa, filosófica e teológica.

No entanto, podemos saber mais sobre algumas doenças que no passado eram consideradas manifestações da ação diabólica, mas que são apenas doenças. Por exemplo, no passado, a epilepsia era relacionada a uma forma de possessão diabólica, quando, na verdade, é uma doença a ser curada.

ZENIT: O que distingue um caso de possessão, infestação ou manifestação diabólica de uma doença?

Pe. François Dermin: Esta é, a meu ver, uma das principais dificuldades do exorcista, pois ele deve discernir e esta é a parte central do ministério exorcístico. Porque algumas pessoas acreditam estar à mercê de uma ação do demônio, não necessariamente possuídas, mas perseguidas, humilhadas, obcecadas ou coisas assim.

Portanto, temos de perceber se são pessoas que sofrem alucinações ou algo do tipo. Nestes casos, é preciso falar com elas e, quando necessário, deve-se recorrer a médicos e psiquiatras. Por exemplo, quando eu era exorcista em minha diocese, minha equipe incluía dois padres e dois psiquiatras, a quem acudíamos em caso de dúvidas.

O discernimento nem é sempre imediato. Conversando com as pessoas ou sobre elas, você percebe se há algumas reações – não necessariamente espetacular, como no caso de possessão -, mas reações particulares, como uma sucessão de calor e frio, desmaios ou se a pessoa começa a arrotar ou fazer algo assim. O discernimento é feito também com a oração. Devemos recordar que o exorcismo é uma obra sobrenatural e que o personagem principal é Deus.

ZENIT: Jesus realizou exorcismos.

Pe. François Dermin: João Paulo II dizia que um dos principais ministérios de Jesus era o exorcismo. Não foi por acaso que ele realizou tantos, embora na Bíblia e nos Evangelhos nem sempre seja clara a distinção entre cura e libertação.

O exorcismo é frequentemente associado, quase exclusivamente, à possessão, mas muitas vezes o exorcista tem de lidar com pessoas que são vítimas de outras formas de perseguição diabólica: infestações de casas onde se ouvem barulhos, móveis que se mexem ou se quebram etc.

Há também casos de possessão em que as pessoas ouvem vozes dentro de si. Isso geralmente acontece quando se pratica o espiritismo. É claro que você tem que verificar se não são casos de esquizofrenia.

A libertação também ocorre através de uma jornada espiritual. A pessoa tem que mudar a sua vida, frequentar os sacramentos etc.

ZENIT: Um exorcismo é suficiente ou é um processo?

Pe. François Dermin: Aqui, estamos tocando um tema muito delicado. Tenho ouvido testemunhos de exorcistas de quarenta ou cinquenta anos atrás, que mostram que um só exorcismo era suficiente para libertar uma pessoa. Hoje pode durar meses e, às vezes, anos. E nós temos que refletir sobre por que isso acontece.

Alguns podem pensar que isso se deve a uma sociedade que se afastou de Deus, de certa forma, que apostatou.

Aqui, no entanto, dou uma opinião absolutamente pessoal: o exorcista não faz uma oração pessoal, mas ora em nome da Igreja. E se a fé se enfraquece no interior da Igreja, não excluo a possibilidade de que isso contribua para a redução da eficácia do exorcismo.

ZENIT: Qual é a relação entre as fórmulas do exorcismo e a fé?

Pe. François Dermin: As fórmulas sem a fé não valem nada. Mas não é somente a fé do exorcista, e sim a fé da Igreja. Aqui, quando eu digo “Igreja”, quero dizer a Igreja institucional que sempre acreditou e ensinou a realidade sobre o demônio e a possibilidade concreta de perseguição por parte dele. Falo, no entanto, dos homens de Igreja. Nem todos os padres – e até bispos – acreditam nessas coisas. Eu entendo que esta é uma questão muito delicada.

ZENIT: Não a Igreja gloriosa, mas a militante?

Pe. François Dermin: A Igreja aqui na terra pode ser tentada também com o secularismo. É o racionalismo. Existe o risco de enfraquecer a fé sobre a existência do demônio.

ZENIT: O sacerdote que exerce o ministério do exorcismo tem de adquirir experiência?

Pe. François Dermin: Nunca se termina de aprender e a experiência enriquece sempre, é fundamental. O problema hoje é que os exorcistas se tornam exorcistas sem um professor para ensiná-los. Pela minha parte, eu tive pouca experiência prática e, em certo sentido, tive de lidar com isso, cometendo inclusive alguns erros. A experiência é adquirida gradualmente. O ideal seria ter professores neste campo.

Nem sempre encontramos uma explicação para tudo; no entanto, devemos acreditar que Deus está presente, que age, que estamos do lado do vencedor e que o demônio quer incomodar o homem, afastá-lo de Deus ou até mesmo destruí-lo. E que Deus dá à Igreja os meios para combater vitoriosamente o demônio.

Bento XVI: eclipse do pecado, eclipse de Deus

Intervenção por ocasião do Ângelus
CIDADE DO VATICANO, domingo, 13 de março de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos as palavras que Bento XVI pronunciou hoje, antes de rezar o Ângelus com milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje é o primeiro domingo da Quaresma, tempo litúrgico de quarenta dias que constitui, na Igreja, uma jornada espiritual de preparação para a Páscoa. Trata-se, em suma, de seguir Jesus, que se dirige decididamente até a cruz, ponto culminante de sua missão de salvação. Se nos perguntarmos: por que a Quaresma? Por que a cruz?, a resposta, em termos radicais, é esta: porque existe o mal, e mais ainda, o pecado, que, de acordo com as Escrituras, é a raiz de todo mal. Mas esta afirmação não é algo que pode ser dado por certo, e a própria palavra “pecado” não é aceita por muitos, porque pressupõe uma visão religiosa do mundo e do homem. De fato, é verdade: quando se elimina Deus do horizonte do mundo, não se pode falar de pecado. Da mesma maneira que, quando o sol se esconde, desaparecem as sombras – a sombra só aparece quando há sol -, assim, o eclipse de Deus comporta necessariamente o eclipse do pecado. Por esta razão, o sentido do pecado – que é algo diferente do “sentimento de culpa”, como é entendido pela psicologia – é adquirido redescobrindo o sentido de Deus. Isso se expressa no salmo Miserere, atribuído ao rei Davi por ocasião do seu duplo pecado de adultério e assassinato: “Contra vós – diz Davi, dirigindo-se a Deus -, só contra vós pequei” (Salmo 51,6).

Diante do mal moral, a atitude de Deus é opor-se ao pecado e salvar o pecador. Deus não tolera o mal, pois é Amor, Justiça, Fidelidade; e precisamente por esta razão, não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva. Para salvar a humanidade, Deus intervém: nós o vemos na história do povo judeu, a partir da libertação do Egito. Deus está determinado a libertar seus filhos da escravidão para conduzi-los à liberdade. E a escravidão mais severa e profunda é precisamente a do pecado. Por este motivo, Deus enviou seu Filho ao mundo: para libertar os homens do domínio de Satanás, “origem e causa de todo pecado”. Enviou-o à nossa carne mortal para se tornar vítima de expiação, morrendo por nós na cruz. Contra este plano de salvação definitiva e universal, o Diabo se opôs com toda sua força, como evidenciado em particular pelo Evangelho das tentações de Jesus no deserto, proclamado anualmente no primeiro domingo da Quaresma. De fato, entrar neste período litúrgico significa colocar-se cada vez mais do lado de Cristo contra o pecado, para enfrentar – seja como indivíduos, seja como Igreja – a batalha espiritual contra o espírito do mal (Quarta-Feira de Cinzas, oração coleta).

Por esta razão, invocamos a ajuda materna de Maria Santíssima para o itinerário quaresmal, que acaba de começar, para que esteja repleto de frutos de conversão. Peço uma especial lembrança na oração por mim e meus colaboradores na Cúria Romana, que nesta noite começaremos a semana de Exercícios Espirituais.

 

Carta de um pai ao seu filho



Do Testamento Espiritual de São Luís a seu filho

(Acta Sanctorum Augusti 5[1868],546)

(Séc. XIII)

O rei justo faz prosperar o país

Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as forças; pois sem isto não há salvação.

Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal.

Ademais, se o Senhor permitir que te advenha alguma tribulação, deves suportá-la com serenidade e ação de graças. Considera suceder tal coisa em teu proveito e que talvez a tenhas merecido. Além disto, se o Senhor te conceder a prosperidade, tens de agradecer-lhe humildemente, tomando cuidado para que nesta circunstância não te tornes pior, por vanglória ou outro modo qualquer, porque não deves ir contra Deus ou ofendê-lo valendo-te de seus dons.

Ouve com boa disposição e piedade o ofício da Igreja e enquanto estiveres no templo, cuida de não vagueares os olhos ao redor, de não falar sem necessidade; mas roga ao Senhor devotamente quer pelos lábios quer pela meditação do coração.

Guarda o coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos, e quanto puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até ao extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; e põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas.

Sê dedicado e obediente a nossa mãe, a Igreja Romana, ao Sumo Pontífice, como pai espiritual. Esforça-te por remover de teu país todo pecado, sobretudo o de blasfêmia e a heresia.

Ó filho muito amado, dou-te enfim toda bênção que um pai pode dar ao filho; e toda a Trindade e todos os santos te guardem do mal. Que o Senhor te conceda a graça de fazer sua vontade de forma a ser servido e honrado por ti. E assim, depois desta vida, iremos juntos vê-lo, amá-lo e louvá-lo sem fim. Amém.

SÃO LUÍS DE FRANÇA

Nasceu em 1214 e subiu ao trono de França aos vinte e dois anos de idade. Contraiu matrimônio e teve onze filhos a quem ele próprio deu uma excelente educação. Distinguiu-se pelo seu espírito de penitência e oração e pelo seu amor aos pobres. Na administração do reino foi notável o seu zelo pela paz entre os povos, e mostrou-se tão diligente na promoção material dos seus súditos como na sua promoção espiritual. Empreendeu duas cruzadas para libertar o sepulcro de Cristo e morreu perto de Cartago no ano 1270.

O verdadeiro inimigo é o pecado

CIDADE DO VATICANO, domingo, 16 de maio de 2010 (ZENIT.org). – Cerca de 200 mil pessoas compareceram à Praça de São Pedro ao meio-dia deste domingo para manifestar seu apoio e solidariedade a Bento XVI e aos sacerdotes, neste difícil momento para Igreja, após os escândalos de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero.

O Papa, que ao longo das últimas semanas tem sido o alvo principal dos duros ataques perpetrados pela mídia, não se expressou em tom de vítima: “O verdadeiro inimigo a temer e combater é o pecado, o mal espiritual, que por vezes contagia também os membros da Igreja”.

Já nas primeiras horas da manhã começavam a chegar ao Vaticano numerosos peregrinos oriundos de toda a Itália para este encontro convocado pelo Fórum Nacional das Associações Leigas.

Os braços da colunata de Bernini mal podiam conter o enorme fluxo multicolorido de pessoas – quase o triplo do número de pessoas reunidas no Domingo de Páscoa – que se estendia por toda a Via della Conciliazione até inundar todas as ruas vizinhas.

Uma grande faixa se destacava em meio à multidão com os dizeres: “Juntos com o Papa”.

“Caros amigos – disse o Papa da janela de seus aposentos no Palácio apostólico, é belo ver hoje esta multidão na Praça São Pedro, assim como foi emocionante para mim ver em Fátima tamanha multidão.”

“Vós hoje mostrastes o grande afeto e a profunda proximidade da Igreja e do povo italiano para com o Papa e os vossos sacerdotes que diariamente se ocupam de vós, para que, no empenho por renovação espiritual e moral, possamos servir sempre melhor à Igreja, ao Povo de Deus e a todos os que vêm a nós com confiança.”

Entre os peregrinos, estavam presentes também parlamentares e políticos de toda a Itália.

Sem fazer menção a temas polêmicos, o Papa lembrou que neste momento é preciso “temer o pecado e, para tal, estar fortemente enraizados em Deus, solidários no bem, no amor e no serviço”.

“É o que a Igreja, seus ministros, unidos aos fiéis, têm feito e continuam fazendo com fervoroso empenho, pelo bem espiritual e material das pessoas de todas as partes do mundo.”

“É o que cada um de vós busca fazer habitualmente nas paróquias, associações e movimentos: servir a Deus e ao homem em nome de Cristo.”

O Santo Padre encorajou então todos a “prosseguirem juntos com confiança por este caminho”.

“Como filhos com seu pai”

Uma hora antes do encontro com o Papa, o cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal Italiana, presidiu um momento de oração, explicando que “desejamos nos agrupar em torno do Papa Bento XVI como filhos com seu pai”.

“Queremos orar com ele e por ele, desejosos de apoiá-lo em seu ministério, expressando nosso afeto e nossa gratidão por sua paixão por Cristo e por toda a humanidade”, acrescentou o arcebispo de Gênova.

“Nossas orações constituem uma maneira privilegiada de tornar eficaz e visível a solidariedade de toda a Igreja para com o Santo Padre”, disse ainda o purpurado.

“Na oração – concluiu o cardeal Bagnasco -, desejamos também expressar estima e confiança aos sacerdotes, por seu insubstituível ministério, e invocar para eles o contínuo sustento do Espírito Consolador.”

Jesús Colina