Ainda dá

Galera…

Ainda dá tempo!

Sabe aquela sensação que as coisas estão chegando ao fim e você não fez o que deveria ter feito?

Tipo assim, aquela prova de matemática que você “empancou” feito uma mula na segunda questão e, quando faltava 5min você viu que faltavam ainda 6 questões??!!

Pois é… desesperador não?

Estamos, meus queridos, na quinta semana da quaresma… aí você pode ter se tocado que, da sua lista de penitência, você deixou de cumprir com um monte de propósitos. Ou, pior, você não cumpriu com propósito algum… Nesse caso, CALMA, AINDA DÁ TEMPO!

SIM, no último minuto, na última semana, nos últimos dias… Lembra do olhar de Jesus para Pedro depois da negação? Dá tempo, sempre é tempo para o arrependimento, sempre é tempo para recomeçar, sempre! Não pense que você não fez nada e por isso você é como uma massa de coleiformes imerso em uma porção  consideravelmente grande de H2O…!!!

Bom… talvez seja… mas Deus recupera tudo. Vamos esquecer o que ficou pra trás. Renovemos o nosso propósito. Vivamos a Semana Santa, os dias que faltam para a Páscoa, como não vivemos, ou melhor do que vivemos a Quaresma.

Não percamos tempo…  pois ainda dá pra fazer aquela penitencia, aquele sacrifício, aquela renúncia e até mesmo oferecer a Deus como sacrifício a humilhação de não ter conseguido renunciar a pequenas coisas por míseros 40 dias!

Deus abençoe a todos!

Tá chegando…

Pois é galera,

Estamos de volta. E  na próxima quarta começa um tempo especial, esperado, não é? Tava todo mundo ansioso por ele. Um tempo roxinho de bom… a QUARESMA.

Como todos os anos aquela coisa: qual a penitência que eu vou fazer? Ai meu Deus, 40 dias sem comer chocolates, sem entrar no Orkut… sem olhar o blog do padre Léo… epa! Essa não vale!

Na verdade, muitas coisa podemos falar da Quaresma que, como todos nós sabemos é um tempo de preparação para a maior festa do Cristianismo, a PÁSCOA. Mas é sempre bom lembrar o sentido do nosso “fazer penitência”. Eu acho que já disse aqui que fiz minha dissertação de mestrado em teologia justamente sobre esse tema. Imaginem o quanto eu poderia ferver os miolos de vocês com teorias e bla bla bla… etc etc etc…

Mas eu nem sei fazer isso. Queria só dizer uma coisa simples: as penitências não são castigos, são armas.

Eu nunca usei uma arma, graças a Deus, mas sei que não posso usar uma faca pra afundar um navio (a não ser que eu seja o Magaiver, é o novo!), nem posso apagar um incêndio com querosene.

Como eu sei que muita gente, como eu, está já pensando nas penitências/mortificações que vão prometer a Deus para a Quaresma, aqui vai uma dica: use a arma certa para combater o mal certo.

Como eu já tratei desse assunto no post “cortar o mal pela raiz”, peço que vocês dêem uma olhadinha lá pois vale a pena (e eu não acho que deva escrever tudo de novo… talvez devesse fazer uma penitência, não é?).

https://leonardowagner.wordpress.com/tag/penitencia/page/2/

Deus abençoe a todos!

Nunca mais pecar

Sempre fiquei intrigado, desde que fiz o catecismo para a primeira comunhão, com essa expressão do ato de contrição tradicional: “prometo nunca mais pecar”. Para quem não lembra, ou não usa o ato de contrição que se ensina às crianças, aí vai: Senhor, eu me arrependo de todo o coração por vos ter ofendido, porque sois tão bom e amável, prometo, com a vossa graça, nunca mais pecar. Meu Jesus, misericórdia.

Algumas versões, até mesmo omitem o aposto “com a vossa graça” ou a frase “porque sois tão bom e amável”.

Variantes à parte, o fato é que nunca mais pecar, com ou sem a graça de Deus, nunca me pareceu promessa que se faça! Às vezes eu prometo coisas simples, muito simples e, infelizmente, não cumpro. Imagina prometer uma coisa tão grande, na verdade, imensa, incrivelmente grande como não pecar mais! Parece-me, desde minha infância, um disparate. Como vocês podem ver, eu sempre fui muito inteligente…

Quando questionei minha catequista sobre esse assunto, ela me deu a resposta tradicional: nós prometemos nunca mais pecar, com a graça de Deus.

É verdade, com a graça de Deus, tudo, tudo mesmo, é possível! Precisamos acreditar nisso e não rezar da boca pra fora: Deus pode tudo! Inclusive fazer de mim, de cada um de nós, um santo.

Mas, mesmo assim, ainda ficava com a pulga atrás da orelha. Se é verdade que, com a graça de Deus, tudo é possível, é também verdade que a minha fraqueza atrapalha grandemente a graça de Deus. A liberdade é um dom maravilhoso e terrível ao mesmo tempo. Deus é capaz, mas eu posso dizer não à graça. Portanto, o problema da promessa quase impossível continua. Como posso prometer a Deus uma coisa tão grande?

Aqui devem entrar em ação as três virtudes mais importantes: a fé, a esperança e a caridade.

A fé no poder de Deus, em sua graça; a esperança de que um dia isso se realizará; e o amor (caridade) para que nos disponhamos a isso.

Sim, devemos rezar de todo coração para que nunca mais caiamos no mesmo pecado.

Mas eu descobri uma coisa que é uma bomba! Acho que a gente não pensa nisso e, no fundo, no fundo, é a real razão pela qual rejeitamos essa oração-promessa. Quer saber? Está preparado?

Nós não queremos prometer a Deus, nem mesmo com a ajuda da graça, nunca mais pecar porque simplesmente NÃO QUEREMOS NUNCA MAIS PECAR! Isso mesmo. Por mais absurdo que seja. Talvez não em relação a todos os pecados e, quase sempre, não conscientemente, deliberadamente, mas é a verdade. Guardamos uma “esperança maldita” de voltarmos a pecar! Não queremos ser imediatamente santos. Guardamos o secreto desejo de “cair” na próxima oportunidade, afinal, somos fracos… não existe isso de “nunca mais pecar”! – é o que pensamos inconscientemente.

Sei que pode parecer um absurdo o que eu estou dizendo. Talvez você diga: não, não é verdade, eu quero ser santo. Bom, você quer? Quer mesmo? Então porque não dá um basta?! Porque simplesmente não para e corta o mal pela raiz? Por que você não foge de todas as ocasiões? E se a confissão que você está fazendo agora fosse a última da vida? Se por muitos e muitos anos você não pudesse encontrar um sacerdote?

Claro que a coisa não é simples, que temos que reconhecer a nossa fraqueza e que podemos cair em pecado. Isso é verdade. A gente só não pode é usar a “desculpa” da fraqueza pra não nos decidirmos verdadeiramente.

Talvez, alguns pecados já foram eliminados da nossa lista sem que nos demos conta, só porque, para esses, valeu a oração nunca mais pecar. Por exemplo: talvez você não cole mais na prova, não escute mais músicas satânicas, não diga mais palavrões, não roube mais, não use drogas… etc. Que bom! Então vamos nos decidir pelos outros com a mesma força de vontade, o mesmo empenho, a mesma penitência, o mesmo amor, a mesma fé.

Que a cada confissão você vá com essa confiança e convicção: eu quero que essa seja a última vez na minha vida que eu confesse esse pecado. E que, após a absolvição do sacerdote você vá rezar com essa esperança. Isso pode parecer uma neurose e, de fato, corre o risco de se tornar, se você não for humilde. A humildade faz com que reconheçamos as quedas, nos levantemos pela misericórdia e nos decidamos a lutar novamente, sem tréguas, sem moleza!

A graça de Deus é onipotente! Deus pode fazer de mim e de você um santo! Nós queremos?

Cortar o mal pela raíz

Às vezes temos que admitir que alguma coisa precisa mudar seriamente na nossa vida. Não dá pra ficar enrolando… é o tal do “cortar o mal pela raiz”.

podar-bonsai

Para isso precisamos da “teimosa perseverança” de que falei em outro post.

Mas eu gostaria de falar brevemente aqui sobre um assunto talvez pouco compreendido: a penitência. Eu teria muito para falar sobre esse tema pois fiz minha dissertação de mestrado exatamente sobre ele. Mas não vou torrar o juízo de ninguém com delongas…

O que eu queria questionar é: o que você entende quando se fala de penitência? Bom, logo de início vou dizer que a palavra tem várias conotações, a que nos vem à tona em primeiro lugar talvez seja a velha “penitência” que o padre nos manda depois da confissão. É, está certo. Repito, não vou me perder nesse assunto, posso escrever uma infinidade de outros artigos sobre ele. Mas eu gostaria falar mesmo é que a penitência é um REMÉDIO para se combater o pecado. É uma ARMA na luta pela santidade e não uma punição.

Como remédio ele deve ser aplicado corretamente. O remédio certo para a doença certa. A vitamina adequada para a deficiência específica. Por exemplo: se o seu pecado é ficar horas e horas a fio na internet e não fazer o que você realmente deveria fazer (trabalhar, orar, estudar…), qual seria a penitência adequada?computador furado Jejuar de refrigerante por uma semana ou limitar radicalmente o seu tempo diante do computador? Se, por outro lado, seu problema é a gula, é a compulsão por chocolates ou outras guloseimas, qual é a melhor penitência? Bom, acho que você já entendeu.

Em se tratando da preguiça, da ira, da inveja… e de qualquer outro vício capital, você tem que combatê-lo com a virtude oposta. Quando você tem ira por uma pessoa, ou, na versão mais branda, tem ojeriza de ver, ouvir, até mesmo cruzar a calçada com uma certa pessoa, o que fazer? Para você é como se aquela pessoa emanasse um halo pútrido (que chique!) e você quer distância. Pois bem, quanto mais você falar mal daquela pessoa, evidenciar os seus defeitos, mais você a odiará. Se, para você, aquela pessoa “não lhe cheira bem” , você não vai com a sua cara, a solução é contra-atacar com o suave odor de Cristo, que você recebeu no batismo e que, muito provavelmente, aquela pessoa também recebeu mas você não percebe. A bondade de Jesus deve necessariamente prevalecer. Procure elogiar a pessoa, ver suas qualidades, olhar nem que seja para o jeito com que ela penteia o cabelo ou sua caligrafia. Isso é um antídoto para o mal da ira que se instalou no seu coração. Falar bem daquela pessoa é a penitência mais adequada e eficaz!

Em se tratando da preguiça de estudar, por exemplo, veja os posts homo sapiens sapiens (já notaram que eu dei para fazer propaganda do blog no blog?).

Por fim, tem coisas que não dá pra continuar. A gente tem que dar um basta e arrancar de vez da nossa vida… custe o que custar! Com a graça de Deus, TUDO é possível. 😉